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Greve na Educação

Carta aberta aos professores de Volta Redonda

Agora, mais do que nunca, não podemos fraquejar, temos que ser fortes, nos unir cada vez mais, trazer a população para o nosso lado

Cartas  –  04/03/2013 16:28

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(Foto: Felipe Falcão)

Grande parte dos professores se mobilizou e estão 

paralisados desde quarta-feira, 27 de fevereiro 

Estamos vivendo um momento especial, algo em que muitos não acreditavam está acontecendo. Uma grande parte dos professores se mobilizou e estamos paralisados desde a quarta-feira, 27 de fevereiro. Ainda é um pequeno passo, mas já é um gigantesco avanço, se levarmos em conta o quanto o nosso grupo parecia desmobilizado.

Sei que muitos foram coagidos a não parar e outros sentem uma ameaça, mesmo que velada, aos seus cargos ou locais de trabalho. Porém, isso não pode impedir nossa batalha, que tem que ser de convencimento, não só dos professores, mas dos pais e da população como um todo.

Somos responsáveis pela educação de mais da metade da população dessa cidade, levando em conta os que já foram nossos alunos e os que ainda são. Fazemos um trabalho de qualidade dentro das possibilidades que nos são dadas, nos esforçamos muito, ralamos dia e noite, preparando aula, fazendo relatórios, corrigindo provas entre outras não-obrigações que fazemos.

Muitas vezes somos ofendidos, somos humilhados e até tratados como uma subclasse profissional, sendo que nós ensinamos a todos os outros profissionais. Nenhum profissional existiria, caso não tivesse passado pela mão de um professor, mas estranhamente uma grande parte se esquece disso assim que sai da escola.

Dentre esses, quero destacar uma pessoa em especial, o nosso "querido" prefeito Antônio Francisco Neto (PMDB). Sim, ele também foi aluno um dia. Sim, ele também esteve em nossas salas de aula. Sim, ele fez provas, testes. Sim, ele teve dificuldades, mas soube em toda sua vida escolar que teria ali, ao lado dele, um professor para lhe ajudar. É nesse ponto que para mim surge a maior dúvida: O que será que aconteceu durante a vida escolar desse senhor, para que ele tenha tamanha raiva e desprezo pelos professores? Teria ele sofrido bulling na escola? Teria ele sido reprovado e por isso passado por alguma humilhação familiar? Teria ele se apaixonado pela primeira professora, assim como tantos alunos, e se revoltado ao não ser correspondido?

É, professores, qual será o problema do "nosso" prefeito? Realmente eu não sei. Só o que sei é que agora, mais do que nunca, não podemos fraquejar, temos que ser fortes, nos unir cada vez mais, trazer a população para o nosso lado, mostrar a todos o quanto somos fortes e relevantes para toda a sociedade e, principalmente, temos que soltar o grito que está preso na garganta:

- Queremos respeito, queremos o que é nosso por direito!

> Felipe Falcão, Volta Redonda

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