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Colunistas: Arquiteto, pós-graduado em Urbanismo. Músico profissional pela Ordem dos Músicos do Brasil. Foi aluno de Vicente Lima, Leo Soares, Fernando Moura, Abel Carlevaro, entre outros. De formação erudita e popular, integrou o Kalenda Maia (especializado em música medieval, renascentista e barroca). Tocou profissionalmente no círculo erudito na Sala Cecília Meireles, Theatro Municipal (RJ), TVE, e outros tantos concertos. É violonista e violinista erudito, bandolinista, alaudista, e guitarrista. É compositor, filósofo, escritor e professor de música. Trabalha com sonorização e iluminação profissional, estruturas de palco em shows e eventos. Instagram: @ricardo_yabrudi
Quer ouvir samba? Ouça. Quer ouvir jazz, choro ou blues? Ouça. Não ter medo de críticas e não se abalar com opiniões intelectualizantes são um grande avanço para o relaxamento
Simples nunca deverá soar como ruim, porém, apenas como simples, como uma ostra regada com limão ou como um vestido preto de seda básico clássico
A música erudita, vale ressaltar, é indiscutivelmente profícua no quesito em que transforma as mentes humanas em máquinas mais rápidas em um tempo mais curto
O caráter nostálgico das músicas que ouvem os fazem rejuvenescer e driblar o estado atual de suas idades
Ao contrário das crianças ou dos jovens, os adultos se refugiam na música, principalmente para fortalecer emoções perdidas e recuperar as forças que se esgotam com a idade
Dos jovens esperamos o futuro; dos adultos que controlam as mídias, a bandeja semiótica que servirá caviares musicais ou não
Simples não é apenas a música popular, todavia, a erudita com suas formas simples; simples não é o banal, porém, apenas mais digerível por mentes famintas por música
Na música o complexo está difundido principalmente nas áreas de atuação erudita, embora se encontre misturado e presunçosamente atrelado a alguns veios da música popular
Querer banalizar ou escandalizar uma canção simples em detrimento de trabalhos mais elaborados e eruditos é não entender a complexidade da simplicidade
Não seria de bom tom rotular de erudito e popular o fenômeno musical, pois qualquer ato no denegrir imagens artísticas musicais humanas satisfaz apenas o ego de quem quer estar separado
Uma boa dica seria o de não olhar preconceituosamente para a dicotomia, popular e erudito, contudo, com um olhar monista onde toda a manifestação musical concorre para o bem
O nível de erudição ou de aceitação vem da educação e não das mídias; o verdadeiro filtro somos nós mesmos, com nossas convicções e desejos profundos
Aquela música que pode não ser agradável para nós é a imagem do gosto profundo e da escolha perfeita de um universo musical; as nossas escolhas, no fundo, revelam nossos tesouros; nosso gosto individual revela nossos tesouros internos
A balança entre o fazer bem feito e atingir o público está longe de acontecer, porque forças contrárias ao belo irão se sobrepor aos princípios de qualidade
Não existe dupla melhor nem pior; o que é pior talvez possa ser o melhor