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Matemática Eleitoral

Inês pode "devolver" cadeira de deputada a Cida Diogo

Eleições de domingo definirão o rumo da ex-deputada; vereador Carlos Roberto Paiva também pode sonhar com vaga na Alerj

MDS  –  01/10/2012 20:45

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(Foto Ilustrativa)

Além de seus eventuais eleitores, Inês Pandeló, candidata petista à Prefeitura de Barra Mansa, pode dar como certa uma torcida extra no próximo domingo: a ex-deputada Cida Diogo, política de Volta Redonda. Ambas estão ligadas nesta eleição por uma matemática que remete ao último pleito, realizado em 2010.

Na ocasião, Inês foi reeleita como deputada estadual e Cida Diogo, surpreendendo a todos, ficou de fora e não conseguiu uma cadeira na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), depois de mandato destacado na Câmara Federal. Pesquisas internas do partido dos trabalhadores apontavam Cida como uma das mais votadas da sigla e a vitória era contabilizada como certa. Na abertura das urnas, no entanto, a situação foi outra.

Agora, dois anos depois, Cida vê renascer suas chances de voltar à Casa Legislativa. Ela foi classificada como quarta suplente do partido, algo que aparentemente a colocava muito longe de qualquer possibilidade de assumir a vaga. Com a configuração atual, o cenário não parece tão improvável. Cinco petistas que ficaram à sua frente na disputa passada hoje concorrem em prefeituras por todo o estado. Para ocupar uma cadeira na Alerj, a petista precisa que dois desses cinco vençam seus pleitos.

Parece simples. Mas não é.

Dos seis deputados eleitos pelo PT, nada menos do que cinco estão envolvidos em outras atividades que não exclusivamente o cargo legislativo: são candidatos a prefeito, secretário ou estão na fila de nomeação para secretaria estadual. Entre os suplentes, dois também estão se candidatando este ano. Ou seja, dos nove petistas que conquistaram mais votos do que Cida na eleição passada, sete estão comprometidos ou disputando outros cargos. 

Carlos Minc, o petista mais votado nas eleições passadas, é secretário de Ambiente do governo Cabral; Rodrigo Neves, na sequência, é candidato a prefeito de Niterói; Nilton Salomão disputa a Prefeitura de Teresópolis; Zaqueu Teixeira deve assumir a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos após as eleições; e Inês Pandeló, como se sabe, luta para voltar à Prefeitura de Barra Mansa. Entre os suplentes, André Ceciliano é candidato à Prefeitura de Japeri e Cláudio Chumbinho concorre em São Pedro da Aldeia.

Nem sempre dois e dois são quatro

Contudo, em política nem sempre dois e dois são quatro e o cenário não é tão simples quanto parece. Entre os candidatos a prefeito, André Ceciliano e Rodrigo Neves lideram as pesquisas e têm boas chances de vencer a disputa; Salomão não deve vencer em sua cidade; e os demais pleitos, incluindo o da Inês, estão em aberto e qualquer coisa pode acontecer. O destino de Minc, ao contrário, está selado e ele só sai do governo Cabral se desejar - e não é o que suas falas indicam. Zaqueu, por outro lado, se pendura em um acordo costurado no início do ano, quando Neves deixou a Secretaria de Assistência Social, e a expectativa é a de que ele se torne secretário tão logo passe as eleições.

Não perca as contas, com base no que o cenário aponta até então: seis vagas para o Partido dos Trabalhadores na Alerj, menos três deputados que provavelmente deixarão suas cadeiras, menos um suplente que também deve abrir mão da vaga legislativa por um assento no Executivo... A bola pode sobrar para o quarto suplente do partido, que é Cida Diogo. Cida depende, assim, de ao menos duas eleições para prefeito, entre os cinco candidatos do partido, para reassumir a cadeira que um dia já ocupou na Casa Legislativa. Inês, que tem sua campanha como uma das prioridades do Partido dos Trabalhadores no estado, pode dar uma contribuição decisiva para sua companheira, caso vença na cidade vizinha.

Até Paiva pode lucrar

E se o cenário for amplamente positivo ao PT no estado, até o vereador voltarredondense Carlos Roberto Paiva, atual candidato a vice-prefeito de Antônio Francisco Neto (PMDB), pode se beneficiar: ele é o quinto suplente do partido, atrás apenas de Cida. Deve torcer, desse modo, para que três dos “prefeituráveis” petistas vençam suas eleições - são cinco os candidatos, é bom lembrar.

O eleitor pode se embaralhar em tantos números e possibilidades, sobretudo porque envolve um pleito acontecido há dois anos. Mas é bom saber, sobretudo nesses dias que antecedem tão importante disputa eleitoral, que uma eleição nunca termina com a abertura das urnas.

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Cida vai ter que rezar muito

Cida Diogo vai ter que fazer uma fé extra por Barra Mansa. É que, segundo petistas ouvidos pelo OLHO VIVO, ainda que o cenário esteja aberto, não será fácil vencer Jonas Marins (PCdoB). Além da petista, o pleito conta com o atual prefeito, Zé Renato (PMDB), que tenta a reeleição.

Por Redação do OLHO VIVO  –  contato@olhovivoca.com.br

1 Comentário

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  • Lucas Souza

    Cida vai ter que rezar mesmo, porque Inês.........