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Sem Intenção de Matar

Atropelamento de vigia por trem será julgado como homicídio culposo

Vítima foi atropelada na travessia da linha férrea da Rua Recife, sob um viaduto, no bairro Vila Americana, em Volta Redonda

Polícia  –  14/02/2014 21:11

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(Foto Ilustrativa/The Daddy Little Girl)

Trem, carregado de escória da CSN, seguia para

o depósito da empresa, no bairro Volta Grande

 

O atropelamento do vigia Euziel Paulino da Silva, de 40 anos, na noite de anteontem, 12, será julgado como homicídio culposo (sem intenção de matar). O caso foi instaurado pelo delegado titular da 93ª DP (Volta Redonda), Antônio Furtado, contra o maquinista Silmar Ribeiro Orozimbo, de 46 anos, que conduzia a locomotiva que atropelou e matou o vigia. 

Segundo a polícia, a vítima foi atropelada na travessia da linha férrea da Rua Recife, sob um viaduto, no bairro Vila Americana, em Volta Redonda. O trem, carregado de escória da CSN, seguia para o depósito da empresa, no bairro Volta Grande. Ainda segundo informações da polícia, a vítima teve a cabeça decepada e os pés dilacerados. 

Procedimentos padrões 

O delegado já registrou o depoimento do maquinista e também do manobrista. A polícia apura se eles agiram com imprudência, desrespeitando algum dever de cuidado. Em depoimento, Silmar teria garantido que seguiu todos os procedimentos padrões impostos pela empresa durante o trajeto, como reduzir a velocidade da composição para 20 Km/h quando passar por passarelas e passagens de níveis, usar sinos, buzina e acender os faróis da locomotiva como forma de alertar aos pedestres. 

Eles teriam afirmado ainda em depoimento que não notaram nada de anormal durante o trajeto da usina até o depósito de escória no bairro Volta Grande. O delegado vai intimar parentes e amigos da vítima para saber se Euziel tinha algum problema de saúde ou se sofria de depressão. 

Lamentável, mais um caso de morte por trem em Volta Redonda. Resta à polícia apurar, neste caso, se realmente maquinista e manobrista cometeram algum ato imprudente, que resultou na morte de um trabalhador.

Por Elisandra Bezerra  –  elisandra.jornalista@gmail.com

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