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Assassinato e Estupro

Aposentado pode pegar até 52 anos de prisão

Idoso, que teria estuprado a própria neta, está preso, suspeito de assassinar pintor

Polícia  –  08/09/2012 20:33

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(Foto Ilustrativa)

Violência: Criança de 6 anos teria sido estuprada

O aposentado Augustinho Vicente de Carvalho, de 67 anos, pode pegar até 52 anos de prisão, se for condenado pelos dois crimes de que é suspeito. São 15 anos por estupro, que tem acréscimo de metade da pena, devido ao agravante de ter sido praticado contra um integrante da família, e 30 anos por homicídio qualificado. Ele é suspeito de matar a tiros o pintor Mauro César Soares Moreira, 37, em 7 de agosto, no bairro Casa de Pedra, em Volta Redonda. E de estuprar a própria neta, uma criança de 6 anos.

O motivo que teria levado o aposentado a cometer o crime, de acordo com as investigações, é que a vítima teria ficado revoltada com a suposta violência contra a criança e o fato de o suspeito estar solto. O comportamento de Mauro César teria incomodado Augustinho Vicente, que, segundo depoimentos colhidos durante a investigação, chegou a ameaçar a vítima. Mauro César mantinha um relacionamento com a mãe da criança, ex-nora do aposentado.

“Ele é perigoso” 

O caso do suposto abuso sexual foi registrado em março deste ano na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) pela mãe da criança, e foi incluído no processo contra o idoso registrado na 93ª DP. Augustinho Vicente não foi preso na época porque não houve flagrante. De acordo com o registro de ocorrência, a ex-nora do idoso, que morou por um período na casa dele, relatou em depoimento na 93ª DP que alertou Mauro César para que não se envolvesse com Augustinho Vicente, “porque ele é perigoso”.

Ela afirmou ainda em depoimento que havia sido assediada por Augustinho Vicente, que ele tinha uma arma e que havia matado uma mulher em Minas Gerais. A acusação, no entanto, ainda não foi confirmada pela polícia.

Revólver calibre 38

Também foi constatado durante as investigações que o revólver calibre 38 utilizado na execução pertencia a Augustinho Vicente, e não à vítima, como ele afirmou no dia da prisão. Ainda de acordo com as investigações, não restam dúvidas de que o homicídio não foi cometido em legítima defesa, como alegou inicialmente o aposentado.

- Ouvimos os depoimentos de todos os envolvidos e ficou claro que Augustinho não agiu em legítima defesa. O crime foi praticado com crueldade e a vítima não teve chance de se defender. Apuramos também que foram disparados cinco tiros contra a vítima, sendo que dois atingiram a vítima no peito e no pescoço - detalhou o delegado titular da 93ª DP, Antônio Furtado, responsável pelo caso.

Entenda o caso

Augustinho Vicente foi detido no dia do homicídio por policiais militares. No mesmo dia ele foi levado para a Casa de Custódia de Volta Redonda, onde aguarda julgamento.

Por Elisandra Bezerra  –  elisandra.jornalista@gmail.com

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