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Dois são detidos e menor é apreendido com arma na Vila Brasília

Ao consultar o sistema de dados da polícia, foi constatado que um deles era foragido da Justiça e respondia pelos crimes de roubo e homicídio

Polícia  –  14/01/2013 21:28

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(Foto Ilustrativa)

A cada ano cresce a participação

de menores em crimes violentos

 

Uma ação de agentes do serviço reservado da Polícia Militar (P-2), na madrugada desta segunda-feira, 14, na Vila Brasília - um dos bairros mais violentos de Volta Redonda -, resultou na prisão de dois homens, um deles foragido da Justiça, na apreensão de uma arma e de um menor de 15 anos. Os policiais do serviço de inteligência da PM agem à paisana e conseguem surpreender e deter criminosos em flagrante.

Os agentes abordaram o trio, na Avenida Waldir Sobreira Pires, no início da madrugada. Eles suspeitaram da atitude dos homens e os abordaram. Eles estavam no Logus, placa KOK-8783, com um revólver calibre 38.

Estratégia covarde

Foram levados à delegacia o motorista do veículo, Fábio Luiz Emiliano Trajano, de 29 anos, o carona, Carlos Alexandre Martins, 30, e o menor, que estava em posse da arma. Talvez eles planejassem cometer algum crime, mas os agentes da P-2 foram hábeis e conseguiram impedir, talvez, mais um homicídio na cidade. O fato é que covardemente bandidos usam menores para saírem ilesos de delitos.

Segundo o registro de ocorrência, no entanto, Fábio, que é padrasto do menor, teria admitido ser o dono do revólver, e foi autuado por posse ilegal de arma. E mais: ao consultar o sistema de dados da polícia, foi constatado que Fábio Luiz era foragido da Justiça e respondia pelos crimes de roubo e homicídio. O menor foi liberado com a chegada da mãe.

Perigosos e impunes

A cada ano cresce a participação de menores em crimes violentos, que se tornam perigosos e impunes. No ano passado, o envolvimento de menores em crimes violentos, como a morte se sete jovens na Favela da Chatuba, em Nilópolis, além do assassinato de um taxista na Linha Amarela, alertou as autoridades que reiniciaram o debate sobre a aplicação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Resta esperarmos que as medidas socioeducativas sejam reavaliadas, atualizadas e possam, de fato, educar e reabilitar os menores em conflito com a lei, coibindo aqueles que queiram ingressar na vida do crime.

Por Elisandra Bezerra  –  elisandra.jornalista@gmail.com

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