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.Cláudio Alcântara

claudioalcantaravr@hotmail.com

Chapa Única

Lúcio Roriz integra a diretoria do Sated/RJ eleita em junho

Representando a região sul fluminense, diretor diz o que os artistas podem esperar da sua atuação no Sindicato

Entrevistas  –  12/08/2016 12:42

Publicada: 05/07/2016 (15:01:12) . Atualizada: 12/08/2016 (12:42:30)

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(Foto: Divulgação)

Lúcio: “No caso de uma reclamação, procure por nós; estaremos sempre abertos ao diálogo”

Desde junho, Lúcio Roriz integra a diretoria do Sated/RJ (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro). A eleição ocorre a cada três anos. Por chapa são inscritos, 24 diretores, sendo que cinco são conselheiros fiscais. Só podem participar da chapa, associados que tenham prestado reconhecido serviço à categoria artística. 

- No meu caso específico, minhas credenciais foram a menção honrosa da Câmara Municipal de Volta Redonda em 2006 e do próprio Sated/RJ, pelos brilhantes serviços prestados à categoria artística do município e região; e o fato de eu ter sido representante da entidade desde 2005 na região e integrante da diretoria que conduziu o Sated/RJ em 2003, por meio da Junta Governativa da entidade - diz. 

As urnas são colocadas em várias cidades do Estado do Rio de Janeiro, visando sempre facilitar o acesso do associado. Na região, a urna ficou no Gacemss (Grêmio Artístico e Cultural Edmundo de Macedo Soares e Silva), em Volta Redonda, no dia 29 de junho. 

- Tivemos outros locais onde o associado não precisasse se deslocar tanto, como o Projac (Central Globo de Produções), Rede Record, Casa dos Artistas e na sede do Sated-RJ, que receberam durante os dias 28, 29 e 30 de junho os eleitores. Outras urnas também foram colocadas em cidades base de cada representação, como Campos, Araruama, Cabo Frio, Niterói, Duque de Caxias e Nova Iguaçu - detalha. 

A chapa única venceu com 96,45% dos votos válidos. Votaram associados na condição de remido e efetivo com mais de seis meses de filiação e em dia com suas obrigações. Logo após a eleição, o presidente convoca uma reunião, e então é realizada a distribuição de cargos. Veja os currículos de cada um dos diretores

Fruto do sonho e persistência de Leopoldo Fróes, um dos maiores e mais bem sucedidos artistas brasileiros do início do século XX, o Sindicato da Casa dos Artistas foi fundado em 19 de agosto de 1918. Criado para defender os interesses da classe artística à época, a entidade recebeu em 1931 sua Carta Sindical, do recém-criado Ministério do Trabalho, tornando-se oficialmente representante dos artistas. Até 1964, a Casa dos Artistas dividiu-se no atendimento assistencial e sindical. A partir da fundação do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro, a Casa dos Artistas assumiu sua ação exclusivamente assistencial. O agravamento da situação política do país, devido ao golpe militar, tornou, na prática, insustentável a atuação de uma única instituição responsável para exercer duas funções em defesa da categoria. 

Confira a entrevista com Lúcio Roriz 

Você é diretor de alguma área específica na chapa?

Fui convidado pelo nosso presidente Jorge Coutinho, para compor a chapa na condição de diretor, que também poderá atuar no Conselho Fiscal, mas ainda não foram definidas as respectivas pastas. 

Você já foi representante do Sated aqui na região. Como foi essa experiência?

Assumi como delegado do Sated em 2006, pois na época usava-se esse termo. Depois passamos a tratar como representante. Na época tínhamos somente quatro cidades que eram representadas pela entidade. Aos poucos começamos a divulgar o trabalho do Sated/RJ na região e promover festivais, leituras dramatizadas, fazendo visitas a algumas cidades, mostrando o trabalho para os artistas, entidades, sociedade civil e poder público. O resultado foi que em apenas dois anos subimos para seis cidades com representação do Sated/RJ e hoje contamos com 14 cidades na representação de Volta Redonda, tornando-se uma das representações com maior número de cidades no Estado do Rio de janeiro. 

O que muda na prática agora que você é diretor do Sated no Estado do Rio?

Pretendo convidar algumas pessoas para reforçarmos a representação aqui na nossa região. Independentemente da área que eu for atuar, já conversei com o presidente Jorge Coutinho sobre as necessidades da nossa região e não medirei esforços para dar um suporte à categoria artística, e o presidente prometeu todo apoio.

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"Trabalho com artes há 41 anos. As pessoas que me conhecem sabem da minha história, da minha luta em prol da categoria". 

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O que os artistas podem esperar de você na diretoria do Sated?

Não dá pra ver um talento ou alguém querendo entrar para o meio artístico e a gente deixar de dar um “empurrãozinho”. É desumano deixar de ajudar, faz mal para a alma. E em relação à categoria infelizmente a distância atrapalha um pouco a situação dos artistas que moram no interior do estado. Mas pretendemos estreitar as relações com eles, deixando-os mais atualizados dos acontecimentos. Sempre quando ocorrem assembleias, reuniões da classe, decisões importantes, os artistas que moram no interior do estado acabam não participando. Faremos também visitas a algumas instituições visando uma parceria na administração de alguns teatros e/ou espaço cultural, buscando soluções para reformas e utilização dos mesmos, tanto no interior do estado bem como na capital. 

E a chapa vencedora em si? Quais os planos, projetos, do Sated para os próximos anos?

Temos uma diretoria com pessoas muito experientes e competentes, confesso que me sinto orgulhoso em poder colaborar. O ator e diretor Jorge Coutinho, que sempre esteve engajado no movimento artístico do pais, seu nome e seu trabalho o credenciam. Temos também o ator e diretor Milton Gonçalves, que é um dos artistas que lutaram e apoiaram que a lei 6.533 que institui a profissão de ator e técnico no país fosse regulamentada. Temos na diretoria pessoas batalhadoras e que, mesmo longe dos holofotes, sempre brilharam, lutando pela categoria.

Estaremos sempre determinados em defender os interesses trabalhistas e empresariais, visando também assegurar a representação e a defesa dos associados administrativamente ou na Justiça. Esse é o papel do Sindicato. Contamos com mais de 30 mil associados, porém faz-se necessário um recadastramento no sistema e atualização de dados. 

Manteremos atividades, como as leituras dramatizadas e apoio a festivais de teatro, e ampliaremos no Interior do Estado o diálogo com a categoria, buscando sempre atender suas reivindicações. Na área circense sempre muito carente, ampliaremos o leque de atendimento, pois vemos muita necessidade em apoiar essa área, sabemos das imensas dificuldades, principalmente das companhias de pequeno porte. Na área técnica também estamos buscando recursos, visando sempre aprimoramento de novas técnicas e a capacitação profissional. Temos a categoria de dubladores, que sempre nos procuram, por intermédio de uma diretoria específica, e vamos continuar lutando por eles também. 

Algo específico reservado para a região sul fluminense?

Pretendo lutar pela extensão dos convênios para o interior do Estado do Rio. Essa é uma reivindicação antiga minha e que ainda não houve viabilidade para pôr em prática. Às vezes temos que ter paciência e saber esperar o momento certo para que tenhamos êxito. Foi assim quando conseguimos fazer com que o registro profissional junto à Delegacia Regional do Trabalho fosse realizado na cidade representada, ou seja, não existe mais a necessidade de ir ao Rio, para fazer o registro da profissão junto ao Ministério do Trabalho. Isso foi um grande avanço, que economiza tempo e dinheiro, fruto de muita persistência nossa, e que hoje está sendo praticado por todas as outras representações. 

Sempre em contato com os artistas locais, alguns deles reclamam do Sated. O argumento é o de sempre: que o Sindicato não faz muita coisa pelos artistas da região. O que você diz a esses artistas?

Reclamação sempre vai existir. Por mais que se trabalhe, por mais que se dê aos artistas oportunidades de trabalhar e atuar em leituras dramatizadas, recebendo um cachê que ele jamais receberia no Interior do Estado, porque o Sated/RJ paga sempre de acordo com a legislação vigente, e quando pode ainda consegue um valor acima da tabela. Então, sempre haverá pessoas insatisfeitas por não participar e com isso deixar de ganhar. Mas nós procuramos dar oportunidade a todos. É o caso específico das leituras dramatizadas que o Sated/RJ realiza em todas as representações e que têm sido um grande sucesso. No entanto, existem algumas condições para participar, tais como: ser associado da entidade por mais de seis meses e estar em dia com suas obrigações, e nem sempre isso ocorre com todos. Mas estamos à disposição de cada associado. Peço que no caso de uma reclamação ou reivindicação procure por nós, estaremos sempre abertos ao diálogo.

> Contatos: (24) 9-9250-3376 e (24) 9-9322-7171

Por .Cláudio Alcântara  –  claudioalcantaravr@hotmail.com

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