
(Fotos: Divulgação/Dorival Zucatto)
A madrinha do projeto, Caetana Santos, responsável pela coordenação das atividades em São Paulo (SP), promoveu um ensaio especial
No dia 9 de outubro de 2026, o Projeto Estive Aqui, fundado pelo influenciador social Uesllen Francisco, celebrou 12 anos de uma trajetória dedicada à valorização da vida e ao fortalecimento da autoestima de pacientes em tratamento oncológico.
Para marcar a data, a madrinha do projeto, Caetana Santos, responsável pela coordenação das atividades em São Paulo (SP), promoveu um ensaio especial inspirado no tema: “Toda mulher tem que desfilar com autoestima, com orgulho da própria história”.
A iniciativa mobilizou uma grande equipe em torno de uma mensagem que ultrapassa as campanhas do Outubro Rosa: a importância de olhar para si, reconhecer a própria beleza e compreender que o autocuidado deve ser uma prioridade durante todos os meses do ano.

Reconstruir vai muito além da aparência
Entre os profissionais que apoiaram a ação está o cirurgião plástico Ailthon Takishima, que trouxe à discussão a importância dos cuidados e do resgate da autoestima, por meio da reconstrução mamária após a mastectomia.
Mais do que um procedimento cirúrgico, a reconstrução pode representar uma etapa significativa na recuperação da relação do paciente com o próprio corpo, contribuindo para o bem-estar emocional e para o reencontro com sua imagem.
Outro destaque da iniciativa foi a participação das enfermeiras Joice Gomes e Patricia Dias, responsáveis pelo Projeto Areola Prosthesis, que apresenta uma alternativa importante para pacientes que passaram pela retirada da mama.
Após uma mastectomia, o processo de reconstrução mamária pode envolver uma ou mais etapas, utilizando técnicas com expansores, implantes, retalhos de pele ou a combinação desses procedimentos. Entretanto, nem sempre a aréola é reconstruída durante esse percurso.
É nesse contexto que a prótese areolar externa surge como uma possibilidade de devolver à mama uma aparência visualmente mais completa, inclusive durante as diferentes fases da reconstrução.
A técnica pode contribuir para que mulheres e homens que enfrentaram a mastectomia voltem a se reconhecer diante do espelho, resgatando aspectos de sua identidade e da imagem corporal transformada pelo tratamento.
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