
(Foto: Divulgação)
DJ Rodolfo Gama é uma das atrações na festa
que vai lembrar os 33 anos do Movimento LGBT
Os 33 anos do Movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) no mundo, completados em junho, serão lembrados em Barra do Piraí. Numa iniciativa do grupo Barra Sem Homofobia, será realizada, nos dias 15 e 16 de novembro, a I Festa do Orgulho LGBT do município, no Royal Sport Club. De acordo com o presidente da entidade, Frank Tavares, o evento será dividido em dois dias para englobar momentos diversos, sendo um literalmente festivo e outro cultural.
- Na noite de sábado, realizaremos a "Over The Rainbow Party" (Festa Além do Arco-íris, em tradução livre), que terá como objetivo reunir elementos marcantes da cena LGBT, como performances de travestis, danças etc. Esse tema foi escolhido por se tratar de uma utopia de todos nós, em especial dos gays: encontrar, no fim do arco-íris o pote de ouro que dará fim à intolerância e ao preconceito. Já a tarde de sexta será reservada ao "Diferentes e Iguais", fórum que pretende trazer à tona uma discussão entre LGBTs e heterossexuais, numa clara mostra de que somos iguais, mesmo em nossas diferenças - explica.
Combatendo a homofobia
Para Tavares, jornalista, é importante que munícipios do interior estejam inseridos no eixo do combate à homofobia e da luta pela garantia dos direitos da população LGBT.
- Às vezes, temos aquela noção de que somente as capitais, como Rio de Janeiro e São Paulo, se identificam com a causa dos homoafetivos. No entanto, sabemos que isso não é verdade, ainda mais aqui no interior fluminense, onde pelo menos algumas cidades já possuem representatividade nesse sentido. O preconceito não é um mal específico desta ou daquela região. Pelo contrário, é um problema nosso, de toda a sociedade. Devemos chamar para nós mesmos a responsabilidade de combater a intolerância e a homofobia - frisa.
Rede LGBT do Sul Fluminense
Frank ressalta ainda que, também na sexta-feira, 15, só que de manhã, o município vai sediar o primeiro encontro para a formação da Rede LGBT do Sul Fluminense, que contará com a presença do superintendente estadual de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos (SuperDir), Cláudio Nascimento.
- Vamos receber lideranças do movimento vindas de municípios da região, como Resende, Quatis, Barra Mansa, Volta Redonda etc. A intenção é a de que, com a elaboração da Rede, a população LGBT tenha um escudo de proteção que perpasse todas cidades. Acompanhando o preconceito de perto, seremos capazes de combatê-lo com mais eficácia - enfatiza.

