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Sem Homofobia

Barra do Piraí realiza quarta edição da Parada Gay neste domingo

Cidade sedia também a I Jornada da Diversidade Sexual, com palestras e tarde cultural

Geral  –  06/01/2015 08:53

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(Foto: Arquivo - Divulgação/Frank Tavares)

Em 2013, milhares de pessoas lotaram

Rua Governador Portela durante a

II Parada da Diversidade do Sul Fluminense

 

A IV Parada da Diversidade do Sul Fluminense, que é uma realização da ativista Alexandra Oliveira com apoio da prefeitura, será realizada neste domingo, 11, em Barra do Piraí. O grupo Barra Sem Homofobia também marcará presença na passeata, que terá como ponto de partida a Praça Pedro Cunha (Largo da Feira). O evento será das 15 às 22h. 

- Colocaremos um trio elétrico na Parada, onde vão se apresentar artistas locais e personalidades LGBTs da cidade e região. Batemos sempre na tecla de que a visibilidade é fundamental para a comunidade LGBT, que precisa avançar cada vez mais na luta pela garantia de seus direitos. A Parada é um momento importante de celebração daquilo que já conquistamos e de refletir o quanto ainda necessitamos caminhar - frisa o jornalista Frank Tavares, que é um dos organizadores da I Jornada da Diversidade Sexual. 

Promoção e defesa dos direitos da comunidade LGBT 

O grupo Barra Sem Homofobia, que atua na promoção e defesa dos direitos da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), vai realizar esta semana, em Barra do Piraí, a I Jornada da Diversidade Sexual. O evento começa na sexta-feira, 9, e termina no sábado, 10, e acontecerá no auditório da Secretaria de Educação. A prefeitura e o Idehc (Instituto de Desenvolvimento Econômico, Histórico e Cultural) são parceiros da iniciativa. 

Na sexta, a Jornada envolverá servidores públicos de diversas áreas, em especial da saúde, educação e assistência social. De acordo com o jornalista Frank Tavares, o objetivo é capacitar e informar os profissionais para lidar com demandas relacionadas à diversidade sexual. 

- É preciso garantir que o poder público esteja preparado para dialogar com o tema, reforçando principalmente a importância de que não haja preconceito no tratamento às questões ligadas à comunidade LGBT e à diversidade sexual como um todo - diz. 

O militante destacou que a programação dos dois dias do evento será norteada pelo tema "TRANSformação: É preciso conhecer e respeitar a visibilidade", já que em 19 de janeiro é comemorado o Dia da Visibilidade Trans. 

- Na sexta, teremos palestras com servidores públicos, e um dos assuntos abordados vai ser a inserção de travestis e transexuais no mercado de trabalho. Já no sábado, acontece um fórum que culminará com o lançamento de uma carta de intenções contra a homofobia e transfobia. A Jornada termina com a tarde cultural, também no sábado, apresentada pela artista e performer drag queen Eula Rochard, do Rio - detalha. 

Frank Tavares ressaltou que, durante a tarde cultural, haverá oficinas de maquiagem, cabelo, além das apresentações e performances de quaisquer artistas LGBTs que queiram participar. 

- A tarde cultural será aberta ao público e não é necessário fazer inscrição com antecedência. Todos que desejarem poderão se apresentar, cantando, dançando, dublando uma música, recitando um poema etc. O mais importante é que a cultura da comunidade LGBT estará em voga como aquilo que realmente é: plural, bela, rica e merecedora do respeito de toda a população - enfatizou. 

O jornalista frisou que a I Jornada da Diversidade Sexual acontecerá na sexta, das 14 às 17h; no sábado, o horário do fórum é das 13 às 15h, e a tarde cultural, das 15 às 18h. Todos os eventos serão no auditório da secretaria de Educação, situado à Rua Tiradentes (subida do cemitério), no Centro de Barra do Piraí.

Por Assessoria de Comunicação  –  contato@olhovivoca.com.br

1 Comentário

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  • Carlos Carvalho

    Me amparo no fato de que o ser humano é uma criatura mutante para humildemente pedir perdão. Num momento do inicio da vida deste portal, expressei opiniões impróprias e algumas até ridículas, admito. Estava condicionado a um comportamento de meio século de arraigadas convicções distorcidas sobre o homossexualismo. E outros temas também. Fui contra posições de articuladores, esperneei, fiz feio. Talvez por meu mal comportamento aqui, meu senso de justiça não me deu mais paz. Meus limites foram desmoronando na medida que eu procurava entender como sente a pessoa criticada. Uma palestra do medium Divaldo Franco sobre a visão espírita da homossexualidade foi a marretada final para o entendimento e a destruição deste paradigma. Estou sim, convencido de que comportamento sexual não é questão de escolha e sim de natureza. Assim, peço perdão pelas minhas posições duras e injustas. Estas contendas só prejudicam as relações. Errei.