(Foto: Ana Moura)
Djalma (ao lado de Giovana Damaceno)
citou Ernest Hemingway e
Marcel Proust em seu discurso
Em seu discurso, Djalma Augusto enfatizou que a literatura nunca esteve tão fragmentada como em nossos dias. E disse que o escritor é um artesão da sua língua, costura as ideias, buscando a paz interna. Lembrou ainda que a AVL (Academia Voltarredondense de Letras) tem esse papel em Volta Redonda.
O discurso de Djalma Augusto
A literatura nunca esteve tão fragmentada como em nossos dias. Longe de ser uma unanimidade entre escritores, críticos e leitores, suscita paixões e debates acalorados, ainda que alguns vislumbrem um cenário apocalíptico, apregoando o desaparecimento dos livros num futuro próximo ou a decadência da arte literária - ou, quem sabe, a impossibilidade de escrever algo novo numa era de abundante informação.
Mas enquanto o mundo acaba lá fora, nós escritores, em silêncio, persistimos no ofício, para o deleite dos leitores que, indiferentes às vicissitudes da literatura, continuam a ler apaixonadamente obras de ontem e hoje como se não houvesse amanhã.
O escritor Ernest Hemingway disse: “Não existem regras para escrever. Às vezes flui fácil e com perfeição; às vezes é como perfurar rochas, explodindo-as à força”.
O escritor francês Marcel Proust definiu como poucos: “Percebo que, para expressar aquelas impressões, para escrever aquele livro essencial, que é único e verdadeiro, um grande escritor não o inventa, na acepção usual da palavra, mas desde que ele já existe em cada um de nós, interpreta-o. A obrigação e a tarefa de um escritor são as mesmas de um intérprete”.
O escritor é um artesão da sua língua, costura as ideias, buscando a paz interna. A AVL tem esse papel em Volta Redonda, berço literário e celeiro de respeitados escritores.


