(Foto: Divulgação)
Visitas aconteceram dentro do PEE, criado pela
gestão do Parque especialmente para atender
a uma demanda do colégio
Publicada em: 02/11/2015 (19:10:32)
Atualizada em: 06/11/2015 (10:08:24)
O Colégio Estadual Brasília, na periferia de Volta Redonda, será palco de um evento pra lá de especial, nesta quarta-feira, 4, quando será realizada uma exposição multidisciplinar com trabalhos elaborados por alunos que fizeram uma série de visitas ao Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, em Rio Claro, ao longo do primeiro semestre de 2015.
As visitas aconteceram dentro do PEE (Programa Educativo Especial), criado pela gestão do Parque especialmente para atender a uma demanda do colégio. Em fevereiro, a direção da escola entrou em contato para agendar a visita de uma turma. O objetivo era tentar melhorar a preocupante realidade da escola, com altos índices de evasão e um desempenho acadêmico bem abaixo do mínimo esperado. Após uma visita ao colégio, a gestão do Parque, sensibilizada com a realidade desoladora e aparentemente irreversível dos alunos, resolveu estruturar um cronograma de visitas que acabou por contemplar não apenas uma turma, mas todos os alunos do Colégio Brasília.
O PEE envolveu cerca de 20 professores de diversas matérias, como biologia, literatura e história, entre outras. Durante as visitas, o conteúdo sobre a história de São João Marcos, normalmente conduzido pelos guias do parque, foi repassado aos alunos por meio de um roteiro de atividades diferenciado, de acordo com as especificidades do conteúdo programático de cada uma das disciplinas ministradas pelos professores que acompanharam os alunos.
Desta forma, a professora de biologia teve a inédita oportunidade de dar uma aula sobre botânica dentro do parque, no coração da Mata Atlântica. Como resultado desta atividade, a turma fez um pequeno herbário com as espécies coletadas no local.
A professora de história trabalhou a questão da memória, e como produto dessas atividades os alunos compuseram o Funk do Capitão Mor, uma das figuras mais simbólicas da São João Marcos do início do século XX. A professora de literatura, por sua vez, coordenou um trabalho que resultou em um cordel baseado na história de São João Marcos.
Outras atividades que merecem destaque
As fotografias clicadas pelos alunos e inspiradas no quadro "O grito" de Edvard Munch, um espetáculo coreográfico, e uma pequena peça de teatro, tudo tendo como inspiração a história e a memória de São João Marcos, também merecem destaque.
Os resultados do Programa Educativo Especial do Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos para o Colégio Brasília não demoraram a aparecer. De acordo com a diretora Juciléa Carvalho, o PEE elevou a autoestima dos alunos, motivou alunos e professores, aumentou a frequência nas aulas, promoveu a integração entre alunos e professores de uma forma nunca vista antes e despertou o interesse pelo conteúdo dado em aula.
- A escola nunca havia alcançado nenhuma meta no ensino médio nem no fundamental. Isso aconteceu pela primeira vez em 2015, no primeiro e no segundo semestres. A meta foi batida com superação. Melhoramos tanto o resultado quanto a frequência. Houve mais interesse dos alunos pelas aulas. Eles se empenharam durante semanas para ir ao Parque - disse Juciléa, diretora concursada há quatro anos, além de outros 16 como professora na instituição.
- Ouvir os relatos dos participantes foi uma daquelas experiências que nos fazem acreditar valer a pena todo o esforço empenhado - enfatiza o gestor executivo do Parque, Zeca Barros.
O material produzido durante o programa fará parte da Exposição São João Marcos, que será aberta para toda a comunidade em 4 de novembro, das 10h às 12h30, na própria escola, e ficará em cartaz no local até o final do mês. Neste dia não haverá aula. Mas certamente, todos os alunos estarão lá.
