(Foto: Divulgação/Felippe Carotta)
Cláudio Nascimento: "É fundamental que um
acontecimento como esse proponha reflexões ao
público que está no entorno da cidade e da região"
"O armário é um lugar escuro". Foram frases de efeito como essa, proferidas pelo superintendente estadual de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, Cláudio Nascimento, que marcaram a reunião entre ele e organizadores da II Parada Diversidade do Sul Fluminense. O encontro aconteceu na segunda-feira, 14, na sede do órgão, que fica na capital fluminense.
Nascimento foi o responsável pela criação do programa "Rio Sem Homofobia", do governo do estado, e milita na causa LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) desde a adolescência. Inclusive, o ativista foi o fundador da Parada do Orgulho Gay de Copacabana, que se consagrou como a primeira do gênero no Brasil. Ele tem em seu currículo uma vasta história de luta pelos direitos da classe.
Reflexão quanto ao preconceito
O encontro entre ele e organizadores da II Parada do Sul Fluminense resultou no apoio do governo estadual ao evento, por meio da superintendência comandada por Nascimento. Além disso, o gestor público sugeriu a articulação do grupo Barra Sem Homofobia, como uma associação sem fins lucrativos que vise suscitar na sociedade uma discussão permanente quanto aos direitos dos LGBTs e uma reflexão quanto ao preconceito.
- É fundamental que um acontecimento como a parada proponha reflexões ao público que está no entorno da cidade e da região. Muitas vezes, é participando de atos cívicos que homossexuais atormentados pela escuridão do "armário" conseguem se libertar e se aceitar, vivenciando a própria experiência da sexualidade. Mais do que trazer pessoas de fora de Barra do Piraí e do Sul Fluminense, o evento deve servir para os de casa - ponderou Nascimento.
O apoio da Superintendência Estadual de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos à II Parada do Sul Fluminense se manifestou em diversos aspectos, desde a doação de material de divulgação, preservativos e guarda-sóis, até o custeio de som, luz e outros itens de infraestrutura.
Saiba mais sobre a II Parada
Em 15 de janeiro do ano passado, ativistas da causa LGBT entraram para a história da região, ao realizar a I Parada da Diversidade Sexual do Sul Fluminense. O evento aconteceu no município barrense e, agora, um ano depois, o "bis" está agendado para domingo, 27.
Ao contrário da edição do ano passado, a II Parada não será realizada em apenas um dia. As atividades foram estendidas para uma semana, no intuito de pluralizar as discussões em torno da temática abordada e ampliar o raio de reflexões. Os trabalhos começam já na segunda-feira, 21, na "Mobilização Contra o Preconceito", que compreenderá a distribuição de preservativos e panfletos informativos, além da arrecadação de alimentos não perecíveis. As tendas ficarão armadas, na Praça Nilo Peçanha, entre segunda e quinta-feira, a partir das 14h.
Na sexta-feira, 25, acontece o I Fórum da Diversidade Sexual, com palestras à tarde e à noite, no BTC (Barra Tênis Clube). Os estudos serão dirigidos por profissionais da Superintendência Estadual de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos. No dia seguinte, 26, também no BTC, será realizada a I Festa da Diversidade, com a entrega do I Prêmio Kayka Sabatella. O evento termina no domingo, 27, sendo coroado com a II Parada, que pretende levar cerca de 20 mil pessoas à Avenida Governador Portela. O ato começa às 14h, na Praça Nilo Peçanha.
