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Cláudio Alcântara

claudioalcantaravr@hotmail.com

Ação Cultural

Programação especial marca os 13 anos do Meninos do Batuque

Evento no Centro Cultural Fundação CSN, em Volta Redonda, vai comemorar o aniversário do projeto que utiliza material reciclável para fazer música

Lazer  –  10/10/2019 19:56

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(Fotos: Divulgação)

Comemoração será no dia 29 de outubro, às 19h, com entrada gratuita; participação do Jongo diVolta; roda de conversa e microfone aberto também fazem parte da festa

 

Uma roda de conversa sobre a forma de fazer música como instrumento para cidadania. No centro das atenções os atores da primeira formação do grupo. Essa é uma das atrações que marcarão os 13 anos do Meninos do Batuque. A comemoração será no dia 29 de outubro, às 19h, no Centro Cultural Fundação CSN, em Volta Redonda. A entrada é gratuita. 

- Teremos a abertura com o Jongo diVolta, do Mestre Geraldinho. Depois vamos fazer o bate-papo com ex-integrantes do grupo, comentando o que mudou em suas vidas após a passagem pelo projeto. Em seguida, faremos um show com microfone aberto para quem quiser cantar com a gente, além de assistirmos à apresentação deles, é claro - detalha a responsável pelo Meninos do Batuque, a professora de educação física Clarete Braz. 

Elisa Carvalho, que está atuando como relações públicas da festa em comemoração aos 13 anos do grupo, completa: 

- O evento falará com o público que vale a pena investir em um projeto, e que devemos começar com o que temos. 

Tudo é reciclável. Crianças e jovens iniciam com materiais que seriam destinados ao lixo, como latas de óleo, de tomate e tinas de plástico. O objetivo é trabalhar a sustentabilidade, com foco na formação de cidadania.

 

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"O foco é a transformação através da sustentabilidade, com ênfase na cidadania".

(Clarete Braz, responsável pelo Meninos do Batuque)

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Elisa reforça que o objetivo é trabalhar a sustentabilidade, por meio da transformação de objetos descartáveis em instrumentos musicais.

- A forma como vejo essa Ação é que eles aceitam que isso é possível e passam a ter um olhar diferente sobre o que é descartável, que o descartável pode se transformar em um grande instrumento musical. Percebo isso na forma como eles tratam cada instrumento que ali vai chegando.

Os integrantes do Meninos do Batuque tocam ritmos afro, como jongo, ijexá, baião, côco, samba, maculelê e funk.

- Eles trazem o que têm dentro de cada um como cultura. Após isso, vamos ampliando o mundo afro-brasileiro, por entendermos que é nosso folclore, nossa identidade - frisa Clarete.

Para Elisa, a ideia é exatamente trabalhar a brasilidade no repertório. 

- Ritmos que tendem a desaparecer com o tempo, por isso o conceito de resistência entra também nesta questão do repertório. 

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O resultado positivo pode ser observado de várias formas práticas nas crianças e jovens que participam da Ação

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O desenvolvimento corporal e o estudo, o equilíbrio emocional, a autoestima, são alguns fatores que saltam aos olhos nos integrantes do Meninosa do Batuque.

- Saber de onde viemos faz com que eles se sintam parte desse processo humano da vida. O resto é com eles - comenta Clarete.

Elisa destaca que alguns já formaram seus próprios grupos de samba e foram para a estrada:

- Outros foram para a faculdade estudar música. A maioria tem a música em sua história de vida. 

E quando o assunto é dificuldade para manter o Meninos do Batuque durante esses 13 anos, Clarete é enfática:

- A maior dificuldade é dar continuidade à Ação, inserir essa garotada no mercado de trabalho, no mundo da arte, continuando e possibilitando da melhor forma o ir e vir dos educandos. Com eles fazendo juntos.

Mesmo com todas as dificuldades, o Meninos deixou seu batuque nos corações e mentes de muitas pessoas por onde se apresentou. Clarete destaca alguns dos muitos momentos marcantes, como estar inserido no Mapa Cultural do Estado do Rio de Janeiro; tocar para o Diogo Nogueira (Caixa Cultural); a primeira apresentação do Meninos; tocar na Feira da Primavera, em 2008; fazer parte das atividades da escola; e tocar nos bairros, nas comunidades.

De olho no futuro, agora estão pleiteando um quiosque, que já está em andamento. E a sede do Meninos do Batuque, devidamente regularizada. 

Como tudo começou 

As professoras Claudia Regina e Simone Belquior convidaram Clarete Braz para se juntar a elas e realizar algo que pudesse contribuir para a aprendizagem e habilidade para a leitura e escrita. A partir daí, com a ajuda da diretora Sandra Neves, iniciaram um bloco de percussão reciclável.

- No início, tivemos a colaboração da Regina Café, uma oficina que realizei no Sesc-BM (Serviço Social do Comércio de Barra Mansa), e do Bloco de Concreto, na figura do Flankão, Pedrinho e Bola. Depois de um mês, com a saída deles do projeto, dei continuidade junto com o grupo - conta. 

Clarete explica que Meninos do Batuque é uma Ação que se desmembrou em várias Ações afirmativas/culturais, inclusive bandas. E tudo isso sem que ela tivesse formação musical. 

- Sou intuitiva e devo isso à sinapse do ventre da minha mãe. Desde cedo ela estava entre a gente no Carnaval, no Bloco Embalo do Índio, mesmo não desfilando. O samba, que é a nossa raiz, está junto comigo desde o ventre da minha mãe.  

> Comemoração dos 13 anos do Meninos do Batuque - Dia 29 de outubro (terça-feira), às 19h, no Centro Cultural Fundação CSN, em Volta Redonda. A entrada é gratuita. 

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Por Cláudio Alcântara  –  claudioalcantaravr@hotmail.com

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