
(Foto: Reprodução/Portal VR)
A população de Volta Redonda gostaria de viver
na cidade dos outdoors e não na cidade real
Sérgio Boechat
O município de Volta Redonda já nasceu grande, hospedando em seu solo a primeira usina siderúrgica do Brasil. Cresceu junto com a empresa, tornando-se, em pouco tempo, o eldorado brasileiro, onde havia os melhores empregos e os melhores salários. Um município rico, forte, planejado e com tudo para ser um dos mais importantes polos econômicos, não só do Estado do Rio de Janeiro, mas também do Brasil.
Chegou a se destacar na região, ocupando uma posição de destaque, mas a incompetência de seus dois últimos governantes transformou o sonho em pesadelo e hoje o município vive uma realidade totalmente diferente, fora do G-4 na região, vivendo de promessas não cumpridas, mentiras, discurso fácil, verbas publicitárias distribuídas sem nenhum critério e sem qualquer compromisso com a legalidade, com a moralidade, com a impessoalidade, com a transparência e com a eficiência.
Baboseiras que não batem com a realidade
A Volta Redonda dos sonhos está nos outdoors ou nos discursos de um prefeito cassado, que governa amparado por uma liminar, sem nenhuma credibilidade e com uma equipe absolutamente incompetente: "Cidade do Esporte"; "Cidade Cidadã"; "Referência em Saúde"; "Cidade Referência em Educação no Estado"; "Parceria e Paixão"; "Volta Redonda cresce, pois respeita o seu povo"; "Cidade Bonita" e muitas outras baboseiras que não batem com a realidade que é vivida no dia a dia da população.
Na semana passada, o governo lançou outro outdoor: "A Cidade do Esporte torcendo pelo país do futebol". Os funcionários que estavam colocando os banners não tinham nenhum equipamento de segurança e mesmo assim divulgavam mais uma mentira do prefeito cassado! A "Cidade do Esporte" só existe nos outdoors e nos discursos do governo. O esporte em Volta Redonda se tornou mais um instrumento de manobra política do grupo que desgoverna a cidade. Só existe apoio financeiro se houver submissão, subserviência, ingerência direta do Palácio, manipulação das eleições, comando indireto do governo e tudo mais que caracteriza qualquer relação com governos autoritários!
O governo atual abandonou o futebol...
Torcendo contra, agindo contra e fazendo tudo o que é possível para desestabilizar a diretoria do Voltaço, esquecendo-se de que há milhares de torcedores, na cidade, envolvidos com o futebol. O vôlei seguiu a mesma trilha, sendo também marginalizado pelo governo, porque não seguiu a cartilha do "imperador". Não existe nenhuma proibição do Tribunal de Contas para que a prefeitura patrocine qualquer esporte em Volta Redonda. Basta que tudo seja feito às claras, legalmente, como acontece em Cabo Frio, em Duque de Caxias, em Resende e em outros municípios espalhados pelo Estado do Rio de Janeiro. O rugby e o ciclismo, que também já foram apoiados pelo governo, estão há três anos sem qualquer apoio da prefeitura, pelas mesmas razões dos outros esportes, mas mesmo assim o prefeito cassado continua achando que Volta Redonda é a "Cidade do Esporte".
Só se considerarmos esporte o que o prefeito cassado faz com o funcionalismo, rebaixando-os para funcionários de 2ª categoria, com salários de fome; se considerarmos esporte o que o prefeito cassado faz com as contratações por RPA (Recibo de Pagamento a Autônomo), pagando salários milionários, acima do teto constitucional e se considerarmos esporte o que o prefeito cassado faz com a Câmara Municipal, impondo-lhe derrotas sucessivas e vergonhosas, para atender o seu projeto de poder. Aí, sim. Volta Redonda é a "Cidade do Esporte", com um jogador que não respeita as regras do jogo, não tem nenhum fair play e que não sabe perder! A população de Volta Redonda gostaria de viver na cidade dos outdoors e não na cidade real, com todos os problemas, todas as mentiras, todas as promessas não cumpridas e com um governo tão incompetente! Um dia a gente chega lá! Socorro, ministra Laurita Vaz! Socorro, TSE!