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A Piada da Redução de Gastos

Neto usa contenção de despesas como jogada política

Decreto não vai dar qualquer resultado, porque o próprio prefeito de Volta Redonda não faz nada para cortar despesas onde deveria cortar; confira os números

Política  –  13/04/2016 19:25

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(Foto Ilustrativa)

Neto quer economizar em cima dos servidores,

usando o pretexto da crise para suprimir direitos

 

Sérgio Boechat

Os ditados populares são sempre muito sábios e encerram uma grande verdade. O “prefeito inelegível” e “ficha suja” de Volta Redonda assinou om Decreto Nº 13.776 com a seguinte ementa: “Dispõe sobre a adoção de medidas administrativas com a finalidade de promover a redução nos gastos do Poder Executivo Municipal”. O decreto contém cinco “considerandos” e todos sem nenhum sentido, porque não batem com as marcas negativas do Governo Neto que já está no seu quarto, e esperamos nós, no seu último mandato, com um “rombo orçamentário” de cerca de 300 milhões de reais, segundo o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.

A contenção de despesas que o governo tenta impor é uma jogada política que não vai dar qualquer resultado, porque o próprio prefeito não faz nada para cortar despesas onde deveria cortar.

No artigo 2º do decreto, o governo suspende “toda nova contratação de despesa que utilize os recursos próprios da municipalidade e que seja relativa à aquisição de equipamentos e materiais permanentes e a locação de bens móveis e imóveis”.

> Em 2015, o município gastou com a locação de imóveis a bagatela de R$ 1.704.195,00, sem licitação e beneficiando alguns assessores do prefeito, incluindo aí as 13 salas do vice-prefeito, no Edifício Plaza!

No artigo 3º, o decreto propõe uma redução imediata de 20% nas seguintes despesas: “I - Diárias; II - Combustíveis e lubrificantes III - Telefonia fixa e móvel IV - Serviços de postagem V - Serviços de reprografia VI - Consumo de água VII - Consumo de energia elétrica VIII - Material de consumo e expediente IX - Propaganda e publicidade X - Shows e eventos culturais”.

> Em 2016, até o mês de março, o governo já empenhou R$ 46.000,00 para o pagamento de “diárias”; R$ 4.481.553,00 para o pagamento de “combustível e lubrificante”; R$ 1.533.856,00 para o pagamento de telefones fixos e celulares; R$ 529.068,00 para o pagamento de postagem; R$ 41.245,00 para o pagamento de reprografia; R$ 18.017.984,00 para o pagamento de energia elétrica; R$ 457.410,00 para o pagamento de propaganda e publicidade e R$ 389.559,00 para o pagamento de shows e eventos culturais. Isso em apenas três meses! 

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Em relação à telefonia, o governo já empenhou, em três meses, mais do que empenhou em todo o ano de 2015; em relação à reprografia, o governo já empenhou até agora quase 50% de tudo o que empenhou em 2015; e em relação à energia elétrica, o governo já empenhou mais de 60%, em três meses, do que empenhou em todo o ano de 2015.

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O governo não fala em reduzir os custos da locação de imóveis; não fala em reduzir as contratações por meio de RPA; não fala em reduzir secretarias, autarquias ou cargos comissionados; não fala em reduzir as terceirizações inúteis e incompetentes, como é o caso da Junta Médica, da Vigilância, dos veículos e também não fala em acabar com os mais de 300 celulares distribuídos com os secretários e assessores, além de outros gastos desnecessários! O governo quer economizar em cima dos servidores, usando o pretexto da crise para suprimir direitos, continuar pagando “salários de fome” e para justificar a sua incompetência. 

Não tem nenhuma credibilidade para assinar um
decreto de contenção de despesas, quem gastou... 

Em 2015, com o país já em crise, quase 1 milhão de reais com gráficas; quase 3 milhões e 500 mil reais com informática; quase 8 milhões e 500 mil reais com alimentos e restaurantes; quase 62 milhões de reais com RPA; quase 5 milhões de reais com telefonia; mais de 3 milhões de reais com jornais, rádio, televisões e programas de rádio; mais de 24 milhões de reais com a Justiça, por não cumprir a Legislação; quase 2 milhões de reais com Locação de Imóveis; mais de 100 milhões de reais com a “privatização” da prefeitura; mais de 3 milhões de reais com eventos culturais; quase 100 mil reais com reprografia; quase 4 milhões e 500 mil reais com combustíveis; quase 2 milhões de reais com diárias; e mais de 30 milhões com a Light. Como o papel aceita tudo, o “prefeito inelegível” e “ficha suja” escreve o que quer e acredite quem quiser! Continuar lendo...

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Por Redação do OLHO VIVO  –  contato@olhovivoca.com.br

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