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Avanço da Idade

Queda da massa muscular atinge mais de 50 milhões

Síndrome conhecida como sarcopenia está diretamente ligada à redução de mobilidade e qualidade de vida a partir dos 60 anos

Cartas  –  21/10/2012 18:54

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(Foto Ilustrativa)

O mais importante na prevenção da sarcopenia

é receber orientação médica adequada e ter

atividades físicas como rotina desde cedo


Nenhuma perda é mais radical ou significante durante o processo de envelhecimento do que a diminuição da massa magra corporal, ou seja, a perda muscular. Esse processo caracteriza uma síndrome geriátrica conhecida como sarcopenia. Estima-se que o problema comprometa a mobilidade de 8% a 40% das pessoas a partir dos 60 anos, chegando a uma incidência superior a 50% a partir dos 80 anos. Mesmo com estimativas ainda conservadoras, atualmente, a sarcopenia afeta mais de 50 milhões de pessoas no mundo, podendo ultrapassar 200 milhões nos próximos 40 anos.

A sarcopenia ocorre porque com o avanço da idade uma série de processos torna mais difícil a assimilação das proteínas e a síntese muscular, o que resulta na redução da massa magra. Essas alterações refletem diretamente em mudanças na força e na função motora, que levam à redução do desempenho físico, limitação funcional, aumento do risco de quedas e, muitas vezes, à fragilidade, incapacidade, aumento do número de internações em hospitais e casas de repouso e até a morte.

O mais importante na prevenção da sarcopenia é receber orientação médica adequada e ter atividades físicas como rotina desde cedo. Alimentação balanceada, rica em proteínas e vitamina D, também auxilia nessa prevenção.

A redução muscular não está necessariamente ligada à redução significativa do peso, por isso nem sempre é aparente. Não são somente os idosos magros que estão sob risco de sarcopenia. Como afeta a qualidade do músculo, com infiltração de gordura e alteração do tipo de fibra, mesmo os idosos de aparência mais forte podem ter dificuldades de subir escadas, levantar-se da cadeira ou carregar sacolas. Mas muitas vezes essas limitações são percebidas como normais do envelhecimento, o que não é uma verdade. Elas precisam ser tratadas.

A atividade física e a alimentação rica em proteínas são fatores que contribuem para a prevenção da sarcopenia. Idosos sedentários, comprovadamente, apresentam menor massa muscular do que aqueles que praticam algum tipo de exercício. Além disso, a alimentação é muito importante no desenvolvimento ou progressão da síndrome. O consumo deficiente de proteínas tem grande impacto, principalmente na população idosa, que passa a se alimentar em menores quantidades. Isso compromete a ingestão de nutrientes, diminui as reservas naturais e mobiliza os tecidos musculares, tornando-os mais suscetíveis.

Com a idade e as alterações próprias do envelhecimento, intensificam-se as perdas de massa muscular e vitamina D, elemento muito importante na construção muscular e para a força. Por isso, além de suplementos proteicos, é indicada a reposição da vitamina D.

> João Toniolo, médico geriatra, integrante da Coordenadoria de Ensino e Pesquisa do Hospital São Paulo e chefe da disciplina de geriatria e gerontologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)

Por Assessoria de Comunicação  –  contato@olhovivoca.com.br

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