(Foto: Reprodução/Facebook)
Evento começa com a apresentação do espetáculo de bonecos "Pai Antero, o Griot", da Cia. Caminho de Aruanda
Espetáculo de bonecos, exibição de documentário e roda de conversa. Tudo isso reunido em mais uma edição do Quilombo do Aço - projeto Residência na Memória. O tema do dia 1° de julho, às 18h30, no Memorial Zumbi, em Volta Redonda, é “Entre a intolerância religiosa e a resistência diária”.
- Nós, da Guerrilha Produções, acreditamos e colocamos em prática que ter memória é resistir. E seguimos nosso caminho promovendo rodas de conversa, derivas pela cidade e reunindo quem quer assegurar que a memória e a história de Volta Redonda continuem vivas e forjando nossa identidade - diz o coordenador do projeto, Carlos Eduardo Giglio.
O evento começa com a apresentação do espetáculo de bonecos "Pai Antero, o Griot", da Cia. Caminho de Aruanda.
Em seguida, será exibido o documentário "Nosso Sagrado", da Quiprocó Filmes. O documentário ilustra a campanha "Liberte Nosso Sagrado", que exige a devolução dos objetos sagrados que se encontram sobre custodia da Polícia Civil do Rio de Janeiro, um acervo com cerca de 200 peças, considerado um Patrimônio Histórico.
Logo em seguida, inicia a roda de conversa. Giglio enfatiza que esse debate é urgente e inadiável.
- O povo preto de terreiro desde sempre tem as religiões de matriz africanas perseguidas no Brasil. Ao longo do século XX, o Estado apreendeu objetos sagrados e fechou terreiros de Umbanda e Candomblé com as mãos duras e opressoras da polícia, fazendo cumprir uma lei absurda que proibia essas religiões e suas práticas - diz.
Participam da roda de conversa:
. Mãe Célia Morais, do Centro Espírita Nossa Senhora da Guia;
. O teólogo Claudio Santos;
. Mametu Inkice Sia Vanjú (mãe de santo Patrícia Cristina de Freitas);
. Mametu Ndenge Katulajunsun (mãe pequena Diana Mara de Freitas), da casa Omariô de Jurema;
. Biro, coordenador do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI).
- Será uma roda de conversa muito esclarecedora, já que hoje, em pleno século XXI, essas mesmas casas religiosas são atacadas no congresso pela bancada evangélica que legitima cotidianamente essa prática, condenando e incitando perseguições. E nossos terreiros estão sendo vandalizados e fechados pelas mãos de traficantes e milicianos. Por conta disso e de todo o racismo e intolerância, faz-se necessário esse debate. Para que nos organizemos. Para que tornemos público que nossa resistência é diária e não nos curvaremos - frisa Giglio.
