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Criatividade Estampada no Rosto

Jorge Roriz transforma máscaras contra o coronavírus em arte

Artista plástico confecciona item indispensável para ajudar a proteger contra a Covid-19, tendo como inspiração artistas, personagens famosos ou o próprio rosto da pessoa

Cena alternativa  –  20/01/2021 19:55

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(Fotos: Divulgação)

Jorginho já confeccionou mais de 500 máscaras que foram enviadas para muitos lugares do mundo, além do Brasil

 

“A pandemia do novo coronavírus (Covd-19) me afetou de uma forma assustadora no primeiro  momento, mas a criatividade sempre fala mais alto. Um pássaro preso na gaiola canta, mesmo estando preso, e o seu canto aflora, e mesmo triste consegue ser ouvido. Mesmo eu estando me sentindo como um pássaro preso, sem poder voar, sabia que meu canto, através da criatividade e da minha arte, sairia com tudo, para tocar um pouco as pessoas”. Foi assim que Jorge Roriz, o Jorginho, deu asas à sua imaginação, confeccionando máscaras artísticas que ajudam a proteger contra o vírus. Em média já foram confeccionadas mais de 500 máscaras, enviadas para muitos lugares do mundo, além do Brasil.

O artista plástico conta que no início da pandemia resolveu alertar às pessoas para o risco do contágio e para a resistência em usar a máscara.

- Usei as minhas redes sociais para levar essa informação, de uma forma engraçada, me caracterizando de alguns personagens, usando os recursos que eu tinha em casa, pois já estávamos sem poder sair para comprar nas ruas.

Quando fez os personagens do Coringa, Malévola, Michael Jackson, entre outros, usando os recursos de casa, como papel e tintas, ele se deu conta de que podia também usar o seu personagem. Foi quando fez uma máscara com o próprio rosto e saiu às ruas.

- Foi uma confusão, as pessoas, quando percebiam que eu falava e não abria a boca, ficavam muito surpresas, riam, levavam susto, as expressões eram as mais curiosas e divertidas. Fui parado por alguns seguranças de shopping e mercado, gente me advertindo para usar a máscara, e quando viam que eu estava usando riam muito - lembra.

Segurança em primeiro lugar

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Preço: As máscaras variam de R$ 100 a R$ 200

Jorginho usa tecido de algodão duplo, tintas não tóxicas, luvas, tenta seguir ao máximo as regras da OMS (Organização Mundial da Saúde), e em média, segundo ele, leva de meia a uma hora, na confecção de cada máscara, variando de acordo com o grau de dificuldade, de tonalidade de pele e da expressão de cada rosto.

- Tenho um parâmetro de preço que varia de R$ 100 a R$ 200, por conta de envio, quantidade, etc. Tenho pedidos dos mais variados, já criei algumas máscaras de acordo com a minha imaginação, mas a maioria sigo a recomendação de cada pessoa. Sou artista plástico, mas me confundem com cirurgião plástico (risos), tenho pedidos muito hilários de pessoas que pedem piercing, aumentar boca, botar mais bochecha, cores de batons, brilhos e por aí vai.

Como a demanda é grande, Jorginho ainda não conseguiu fazer um estoque de máscaras para vender, já que todo o processo de confecção é manual, só dando tempo para trabalhar as encomendas.

O papel social do artista

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“Todos precisamos fazer a diferença no mundo, é de suma importância estarmos conectados aos acontecimentos”

Jorge Roriz defende que é fundamental que os artistas estejam antenados aos acontecimentos do dia a dia.

- Tudo muda o tempo todo, e se não acompanhamos o movimento da roda que gira ficamos obsoletos, nos embolamos nela e nos perdemos. Todos precisamos fazer a diferença no mundo, é de suma importância estarmos conectados aos acontecimentos, a arte existe porque a realidade não basta. Essa pandemia veio nos mostrar o quanto podemos e somos importantes para as pessoas. Tenho uma satisfação infinda quando entrego o meu trabalho e as pessoas se reconhecem nele, e vejo no rosto delas a resposta do meu esforço de fazer nesse mundo um pouco a diferença, de poder levar alegria e minha arte.

Para o pós-pandemia, Jorginho espera retomar os seus projetos, no que sempre trabalhou, que é Carnaval e cenografia de espetáculos teatrais.

Quem é Jorge Roriz

Jorge Roriz descobriu-se artista plástico cedo, aos 8 anos. Nos seus desenhos já se via um diferencial a ser percebido por professores e família, que sempre o incentivaram a trabalhar no que hoje faz: arte. Teve a oportunidade de estudar no Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro e no Parque Lage, fez trabalhos para cinema (brasileiro e internacional), cenários com premiação em musicais e peças de teatro. Ele enfatiza que Carnaval é a sua cachaça, tem o privilégio de trabalhar com artistas renomados, em ateliês onde o seu nome é respeitado. Também participou exposições de pinturas em Barra Mansa, Volta Redonda e no Rio.

- Sempre uso essa frase que me define bem: "A arte da vida é fazer da vida uma arte". (Ghandi)

> Contatos profissionais: Instagram @jorgesroriz | [email protected][email protected] | [email protected] | Para encomendas de máscaras, agenda, valor, etc. - horário comercial, de segunda a sexta-feira, falar com Wescley (21) 9833-62901. 

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