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Cláudio Alcântara

claudioalcantaravr@hotmail.com

Escritoras Negras

Flimina ganha edição presencial

Festa Literária Mina Preta amplia o público dos convidados para cidades vizinhas e outras regiões do Estado do Rio de Janeiro

Cena alternativa  –  24/07/2022 12:08

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(Foto: Divulgação)

No Memorial Zumbi: Programação começa às 10h, com feira de livros; a partir das 14h, haverá mesas temáticas

 

Uma feira de livros composta, este ano, apenas por escritoras da região sul fluminense: poesia, conto, fantasia e infantil. É a segunda edição da Flimina (Festa Literária Mina Preta), realizada em 24 de julho, domingo, no Memorial Zumbi. A programação começa às 10h, com feira de livros. A partir das 14h, haverá mesas temáticas. A homenageada é a professora Maria da Glória, a Dagó, primeira mulher negra de Volta Redonda a ingressar na universidade. O evento será em celebração ao Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha.

- Estamos ampliando o público dos convidados para cidades vizinhas e outras regiões do Estado do Rio de Janeiro. Este ano faremos a primeira edição presencial. Escolhemos a data porque em 25 de julho é comemorado o Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha e Dia de Tereza de Benguela - explica Jéssica Regina, uma das representantes do Coletivo Mina Preta, que assina a realização da Flimina.

A Festa Literária Mina Preta nasceu, segundo Jéssica, da vontade e da necessidade de se realizar um evento literário organizado por mulheres negras.

- O evento é pensado através das narrativas de escritoras negras na cidade de Volta Redonda.

A primeira edição aconteceu em 2021 de forma online, transmitida ao vivo pelo YouTube. Foi um evento muito bem-sucedido. Uma primeira edição acontecendo na pandemia (novo coronavírus/Covid 19) em uma transmissão ao vivo, do palco do Teatro Gacemss, e tudo aconteceu da forma que planejamos - diz Jéssica.

A importância da data

“Rainha Tereza”, como ficou conhecida em seu tempo, viveu na década de XVIII, no Vale do Guaporé, no Mato Grosso. Ela liderou o Quilombo de Quariterê, após a morte de seu companheiro, José Piolho. Segundo documentos da época, o lugar abrigava mais de 100 pessoas, com 79 negros e 30 índios. O quilombo resistiu da década de 1730 ao fim do século. Tereza foi morta após ser capturada por soldados, em 1770. Sua liderança se destacou com a criação de uma espécie de Parlamento e de um sistema de defesa. (Fonte: Portal Geledés)

- A data foi criada pensando e se destacar um símbolo de resistência para as mulheres negras no Brasil, que, apesar de sermos a maioria da população, somos a parcela que sofre as maiores consequências da desigualdade social, racial e de gênero. Por isso, é tão importante celebrarmos as conquistas, o trabalho e a produção intelectual de mulheres negras - enfatiza Jéssica.

A programação do evento

A Festa Literária Mina Preta conta com uma programação que traz nomes de destaques na Literatura Preta e Educação:

. Lúcia Assis - Doutora em Letras pela USP, mestre em Linguística Aplicada pela Unitau, graduada em Letras e Pedagogia pelo UGB. Realizou estágio pós-doutoral na UFT e na UFRJ. Atualmente é Professora Associada na Universidade Federal Fluminense e atua também como docente do quadro permanente do Programa de Pós-Graduação em Letras (Ensino de Língua e Literatura) da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT). Co-organizadora do livro “Lima Barreto na Sala de Aula - Primeiros Escritos”, que reúne artigos sobre a obra de Lima Barreto e questões que envolvem a educação básica e o ensino superior. Livro indicado ao Prêmio Jabuti em 2022.

. Alexandre Batista - Doutor em Língua Portuguesa pela UFRJ, diretor geral do Instituto de Educação Professor Manuel Marinho, coordenador do Curso de Letras do UGB e professor de pré-vestibular social. Participa do livro “Lima Barreto na Sala de Aula - Primeiros Escritos”.

Na Mesa 2, o tema é “A pluralidade da arte de mulheres negras”. Participam:

. Priscila Messias - Pedagoga, professora antirracista e pela diversidade pela rede municipal de ensino de Resende. Especialista em Gênero e Sexualidade (Uerj) e em Políticas Raciais no Ambiente Escolar (UFF). Militante do movimento de mulheres e negro em Resende. Autora do livro “O Menino do Cabelo Enrolado”.

. Natache - Seu trabalho musical vem se firmando e, desde “Rotina”, seu primeiro single produzido por BeatBass High Tech, Natache se mostra uma cantora/MC com forte personalidade. Natache vem firmando bem o seu espaço na música preta e já prepara o seu EP de estreia para 2022, com três faixas e com o BeatBass High Tech assinando a produção. 

O que é o Coletivo Mina Preta

O Coletivo Mina Preta é um coletivo de mulheres negras que trabalham com moda, cultura e educação. São 27 mulheres que estão juntas desde 2018 fazendo também a Feira das Mina Preta. Hoje o Coletivo Mina Preta tem o apoio do Instituto CeA para ações de moda, incluindo o Bazar das Mina, e este ano, pela segunda vez consecutiva, o Coletivo propõe a reflexão sobre mulheres negras na literatura com a Festa Literária Mina Preta. 

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Por Cláudio Alcântara  –  claudioalcantaravr@hotmail.com

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