(Fotos: João Paulo Cardeal/Nova Cardeal Produções)
O gesto internacional da paz, os dois dedos em forma de “V”, surgiu nos anos 1960, principalmente nos Estados Unidos, durante os protestos contra a Guerra do Vietnã
Modelos: Bruno Camilo, Vicky Pereira, Veronica Pereira, Bia Sousa, Duda Abreu, Marco Antonio Barbosa, Josi Lopes, Lunna Cardinale, João Miguel Cardeal e Daniel Franco
Texto: João Paulo Cardeal
Amores e amoras desta coluna, como vocês estão? Espero que em paz! Sim, o ano é 2026 e creio que nas últimas décadas este é um dos momentos mais propícios para um clamor por dias de paz no mundo em que vivemos. Atualmente, o mundo vive um cenário de múltiplos conflitos simultâneos: a guerra na Ucrânia segue travada e altamente tecnológica, sem avanços decisivos; no Oriente Médio, Israel mantém um cessar-fogo frágil em Gaza enquanto enfrenta tensões constantes com o Hezbollah no Líbano; ao mesmo tempo, conflitos menos midiáticos, continuam ativos em países como Sudão, Mianmar e República Democrática do Congo, todos marcados por crises humanitárias severas, formando um quadro global de instabilidade fragmentada, sem uma guerra mundial declarada, mas com vários focos de violência prolongada.

Mas o que a moda tem a ver com a guerra? Como tudo no mundo, a moda não vive num universo paralelo. Conflitos quase sempre forçam adaptação, escassez e mudança de comportamento, e a moda responde rapidamente a isso. A guerra transformou a moda de necessidade (sobrevivência e adaptação) em linguagem (expressão cultural, política e estética). Desde a Primeira Guerra Mundial, quando a escassez de recursos e a entrada das mulheres no trabalho tornaram as roupas mais práticas, passando pela Segunda Guerra Mundial, que consolidou o estilo utilitário e a influência militar, os conflitos sempre moldaram diretamente o vestuário, nos dias atuais, com guerras como a da Ucrânia e as tensões em Israel, esse impacto se tornou mais indireto, afetando cadeias de produção, custos, comportamento do consumidor e o posicionamento das marcas, transformando a moda de uma necessidade imposta pela guerra em uma forma de expressão cultural, política e estética.

A Nova Cardeal Produções, produtora a qual faço parte, sempre está atenta aos fatos. Pela terceira vez convocamos nossos conveniados para um clamor em forma de gesto pela paz. Em tempo: Não estamos fazendo propaganda de nenhum site de apostas ou apologia a nenhuma facção. O gesto internacional da paz, os dois dedos em forma de “V”, surgiu nos anos 1960, principalmente nos Estados Unidos, durante os protestos contra a Guerra do Vietnã. Movimentos pacifistas, como os ligados à contracultura e ao movimento hippie, passaram a usar o mesmo símbolo, não mais como “vitória”, mas como “paz”.

"E, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim".
(Evangelho de São Mateus, capítulo 24 versículo 6)

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