(Foto Ilustrativa)
Em todos os grandes setores,
as demissões superaram as admissões
Publicado em: 01/05/2015 (14:34:14)
Atualizado em: 10/05/2015 (12:12:53)
As indústrias do Sul Fluminense apresentaram aumento no Volume de Produção no 1º trimestre de 2015, aponta a Sondagem Econômica Regional divulgada na quinta-feira, 30, pelo Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). O indicador apresentou resultado de 52,5 pontos, valor que supera sua média histórica (47,8).
A pesquisa da Firjan varia de zero a cem pontos. Os valores abaixo de 50 indicam piora ou redução; e acima de 50 representam melhora ou aumento. Apesar do aumento na produção, a pesquisa aponta a terceira queda consecutiva no Volume de Empregos (44,9). Em paralelo, embora os Estoques tenham aumentado (52,8), ainda ficaram abaixo do planejado pelos empresários da região (47,9).
Em relação às condições financeiras, os entrevistados também estão insatisfeitos. Tanto o indicador de Situação Financeira, com 32,8 pontos, como o Acesso ao Crédito, com 35,4 pontos, ficaram bastante abaixo de suas médias históricas (45,1 e 42,1, respectivamente). Já o indicador de Margens de Lucro (31,3) mostrou recuo pelo sexto trimestre consecutivo.
Para os próximos seis meses, não há perspectivas de retomada da atividade econômica. A expectativa de Demanda por Produtos (41,7) mantém-se negativa desde o primeiro trimestre de 2014 e os empresários projetam redução do Número de Empregados (32,9) e da Compra de Matéria-prima (35,8).
Mercado de trabalho: pior resultado
para o 1º trimestre em dez anos
No 1º trimestre de 2015, o Sul Fluminense registrou retração de 3.797 postos de trabalho com carteira assinada, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Esse é o pior resultado para o 1º trimestre dos últimos dez anos e representa o dobro das demissões registradas no mesmo período de 2009 (-1.776), ano de crise econômica internacional.
Em todos os grandes setores, as demissões superaram as admissões. O Comércio foi o que registrou o pior saldo na região (-1.265), com destaque para Volta Redonda (-534) e Resende (-307). Apesar de ser uma característica sazonal do setor registrar saldo negativo neste período do ano, este foi o pior resultado para o 1º trimestre em dez anos. Na Construção Civil (-977), as piores retrações foram em Angra dos Reis (-650) e Volta Redonda (-210).
A Indústria registrou diminuição de 491 postos de trabalho no 1º trimestre. Desde 2009, o setor não registrava saldo negativo no período. Contribuíram para este resultado a indústria de Material de Transporte (-118) de Porto Real e a Indústria Mecânica (-87) de Resende. Volta Redonda foi a cidade com maior saldo de admissões industriais, com 221 novos postos de trabalho em Serviços Industriais de Utilidade Pública.
O setor de Serviços registrou, pela primeira vez em dez anos, saldo negativo no 1º trimestre. Para esse resultado, Volta Redonda (-652) foi a principal influência, com grande número de demissões em Serviços de Comércio e Administração de imóveis (-396) e Serviço de Transporte e Comunicações (-224). Barra Mansa (-220) e Porto Real (-157) também apresentaram forte retração nos postos de trabalho de Serviços. Por outro lado, Resende foi a que apresentou maior resultado positivo (+103).
Participaram da Sondagem Econômica empresas dos 17 municípios atendidos pela Representação Regional Firjan/CIRJ em Volta Redonda: Angra dos Reis, Barra do Piraí, Barra Mansa, Engenheiro Paulo de Frontin, Itatiaia, Mendes, Paraty, Pinheiral, Piraí, Porto Real, Quatis, Resende, Rio Claro, Rio das Flores, Valença, Vassouras e Volta Redonda.
