(Fotos: Divulgação)
Voluntariado no Brasil está crescendo
progressivamente; em todo o mundo
já ocupa o nono lugar no ranking de
voluntários, segundo o Ipea
Roberta da Matta Cerqueira
No Dia Nacional do Voluntário, 28 de agosto, nada como refletir sobre o tema e qual tem sido nossa postura diante dele. O voluntariado em nosso país está crescendo progressivamente. Em todo o mundo já somos o nono lugar no ranking de voluntários, segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
O Terceiro Setor é o que mais se aplica e se aprimora na realização do trabalho voluntário. Ainda de acordo com o Ipea, no setor social o número de trabalhadores formais e qualificados, com nível de estudo apurado e que possuem pós-graduação, tem aumentado em relação aos setores privados. Enquanto nos setores privados o índice se resume a 16,6%, no setor social, onde se pratica o voluntariado, o número já chega a 33%.
Um exemplo prático disso é o Instituto de Desenvolvimento Estratégico, o IDE. A ONG. trabalha já há 18 anos atendendo comunidades no Brasil e no mundo através de cursos de capacitação gratuitos, projetos e ações sociais, contando para isso com um grupo considerável de voluntários com excelente formação acadêmica. Tais voluntários poderiam estar em grandes empresas, porém o seu foco está na responsabilidade social, nas pessoas.

"Me sinto realizada por Volta Redonda possuir, através do IDE,
um trabalho voluntário assim, que possamos honrar e nos esforçar,
doando nosso tempo, nossa capacitação e habilidades, e mais, nossa vida"
Quando trabalhamos com um produto, um simples treinamento nos ensina o que é preciso para comercializá-lo, mas quando trabalhamos com pessoas é bem diferente. O ser humano é o produto mais complexo que existe, ele possui sentimentos e necessidades. É necessário mais do que algumas semanas para atender todas as necessidades de uma pessoa, muitas vezes é preciso toda uma vida. No serviço voluntário é preciso saber trabalhar com as ferramentas certas, pois estamos tratando de pessoas e não de produtos.
Me sinto realizada por Volta Redonda possuir, através do IDE, um trabalho voluntário assim, que possamos honrar e nos esforçar, doando nosso tempo, nossa capacitação e habilidades, e mais, nossa vida. O melhor de tudo é saber que vale a pena abrir mão de valores capitalistas como "ninguém dá nada ao outro de graça" e "tempo é dinheiro", e investir em pessoas, que transformam a vida de outras pessoas. Isso é sem dúvida um desafio para os nossos dias, e também, digo por experiência própria, um privilégio.
> Roberta da Matta Cerqueira é formada em história pelo UniFOA e pós-graduada em filosofia e sociologia pela Facel (Faculdade de Administração Ciências e Letras), atualmente exerce a função de socióloga junto ao Instituto de Desenvolvimento Estratégico o IDE em plena atividade como voluntária da ONG
