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Impasse

Falta de preparo e falta de condição nas escolas públicas

Pais têm que cobrar das autoridades o direito a uma educação de qualidade para seus filhos, unindo-se aos professores

Artigos  –  13/09/2012 10:01

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(Foto Ilustrativa)

Aparentemente ninguém está muito satisfeito

com o que vem sendo feito

Muito se ouve falar sobre a falta de preparo dos professores da educação básica, e até mesmo da superior, para trabalhar com alunos deficientes. Muitos argumentam que esses alunos são deixados dentro de suas salas de aula sem que ninguém lhes dê um guia ou um manual de como lidar com esses seres humanos, ou mesmo sem que passem por uma capacitação. Porém, será que o problema está só na falta de preparo?

Por outro lado, não é raro ouvir dos pais e mães desses alunos que eles não estão dando as condições ideais para que seu filho permaneça na escola. Principalmente quando esse chega ao 6º ano do ensino fundamental, onde os professores são divididos por disciplinas, o número de alunos muitas vezes é maior dentro de sala de aula, o preconceito já está muito presente. Mesmo porque este é o inicio da adolescência e consequentemente o momento em que começam a se formar grupos que estão mais alinhados com suas preferências e semelhanças.

O que podemos perceber é que aqui temos um grande impasse, onde aparentemente ninguém está muito satisfeito com o que vem sendo feito e ninguém deixa de ter razão nos seus argumentos. Realmente, por um lado, nossos professores não são preparados para lidar com esse público e, mesmo as crianças sem deficiência, sofrem com a pouca qualificação de nossos profissionais. O que não serve de justificativa para a não aproximação em relação aos alunos deficientes, que não têm culpa pela sua condição e não são menos seres humanos do que os outros alunos.

Os pais têm que cobrar das escolas e de seus dirigentes o direito a uma educação de qualidade para seus filhos, e para que isso se torne realidade eles têm que se unir com os professores para cobrar das autoridades competentes (prefeitura e Secretaria de Educação) uma melhor condição de trabalho para esses professores, com a diminuição do número de alunos em sala de aula, com equipamentos melhores, um número maior de capacitação, salários compatíveis com o nível de formação.

Só assim, com a união de todos os que estão envolvidos no processo educacional, é que finalmente conseguiremos uma escola pública, gratuita e de qualidade para todos, sem nenhum tipo de discriminação.

> Felipe Falcão é pedagogo formado pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), com pós-graduação em educação especial e orientação educacional

Por Felipe Falcão  –  fcarisio@uol.com.br

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