(Foto: Reprodução/Internet)
E Volta Redonda? Como se não bastasse o
pleonasmo natural, virou a terra da volta dos
que não foram e a chegada dos que não partiram
Renato Barozzi
E o Celso de Mell(ô)! Melou mesmo hein...
E o Mano Menezes? Foi para o samba e cantou: "água de chuva eu sei que não sobe ladeira, barco pesado encalha na beira do mar". Olhou para trás e deu tchauzinho para o Flamengo dizendo: cantando eu mando a tristeza embora...
E o Zoinho? Dormiu prefeito e acordou suspeito.
E a Dilma? Foi chamada de gostosa pela "peãozada" e se achou. Não sabia que "peãozada" é igual "base aliada", vai com quem dá mais.
E o meu vizinho? Chamou a polícia porque estacionaram em frente da garagem dele. A polícia chegou tarde. O carro já havia ido embora. Meu vizinho estacionou no lugar do abusado e foi multado por parar em frente à sua própria garagem.
E a Dilma novamente? Mesmo sem ter marido, consegue fazer o papel de chata. Exortou o Obama na Rússia e, dias depois, como uma esposa que não esquece uma escorregada do marido, o exorta novamente na ONU. O objetivo da reeleição pode até ser preservado com esta estratégia, assim como a vaga no asilo, já que arrumar outro marido se tornou algo impossível.
"Por supuesto", essa postura livrará algum pretendente da amargura, mas preservará à presidente a liberdade de passear de llama com o amigo boliviano, admirar às claras o bigode do aliado bolivariano, copiar o modelito da viúva brega do ano e beijar a mão, mais uma vez, do seu ídolo corinthiano.
E o Rock in Rio? O melhor de tudo foi o Pop in Rio, já que: "Rock pesado depois dos 30 anos é coisa de débil mental".
E a Copa do Mundo 2014? Bate à porta, mas depois de entrar e se saciar vai embora e deixará a conta.
E o Joaquim Barbosa? Desiludido, coitado, depois da virada de mesa. Vou combinar com ele no Fórum Exame na próxima segunda-feira em São Paulo para irmos morar em Estocolmo. Ele como um franqueado da Starbucks e eu como o barista da sua loja. Para ele será muito fácil, mas para mim é como um sonho impossível.
Sabem qual o novo julgamento da década? Não é o mensalão dois, mas o do ciclista desastrado aqui do meu bairro. Vejam só: o incauto, no mesmo dia assaltou o apontador do jogo de bicho sem saber da profissão do prestativo cidadão, e esvaziou o bolso de um senhor de mais de 80 anos que recolhia contribuições para uma instituição de caridade. Imagina o julgamento: de um lado o diabo babando; e do outro os anjos doidos para colocarem o sujeito na mira do arco e flecha. Esse aí, se escapar da retidão divina, será atropelado no primeiro cruzamento.
Imagina a CUT? Bancários em greve desde o dia 19 de setembro. A Fenaban não apresenta proposta, mas, certamente, vai apresentar "uma proposta histórica", até o dia 27 - já que, de 19 a 29 não há impacto significativo nas atividades bancárias, portanto, deixa a greve encenada rolar - e então, todos ficarão felizes. No final, teremos: empregados com suas verbas corrigidas e a CUT com seu eterno sustento garantido. Quer emprego melhor do que ser sindicalista? Não há.
Imagine o Neto? Dormiu unânime e acordou acocorado num salame...
E o Obama? Está igual a marido que fez cagada. Fica quietinho só ouvindo e não pode falar nada.
E o Putin? Falou pra a esposa que estava com o Obama no "vale night" e que a culpa foi do colega. Agora está por cima da carne seca.
E a arte? Foi insuflada por uma mistura de ingerência ambientalmente correta conjugada a uma linearidade obtusa, advinda de uma coletividade confusa. Se você não entendeu, vá a galeria mais próxima de sua casa...
E Volta Redonda? Como se não bastasse o pleonasmo natural, virou a terra da volta dos que não foram e a chegada dos que não partiram...
Imagina o Genoíno? Aposentado por invalidez, jogando futebol com o Lula num terceiro mandato na Granja do Torto. Não existe nada mais ineficiente e degradante do que isso.
Se a Dilma é o melhor do PT para 2014, em 2018 vamos eleger a "Dráculaura".
E a Rodovia do Contorno? "Vai nascer póstuma".
> Renato Barozzi não é pessimista nem realista, mas apenas ele mesmo
