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Surrealidades

Às vésperas da Copa, preços parecem evocar o tri, o tetra e o penta campeonatos

Iniciaram-se as comemorações pela conquista do hexa; na real, só mesmo com cédulas de Surreal

Artigos  –  25/01/2014 09:28

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(Foto Ilustrativa/Reprodução - Internet)

Tremulando nas redes sociais: O rosto

do pintor Salvador Dali nas cédulas de real

 

Leonor Vieira-Motta

Direto do ringue do orçamento doméstico: os preços, pesados, insistem em derrubar os salários. Luta desleal essa, afinal, os oponentes, na grande maioria, são médio, leve ou pena!

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Às vésperas da Copa do Mundo de Futebol, os preços majorados em três, quatro, cinco vezes parecem evocar o tri, o tetra e o penta campeonatos mundiais brasileiros, às avessas, lógico, pois desses saímos vitoriosos!

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Li que no interior de São Paulo "uma caneta esferográfica que custava R$ 1 em um local foi encontrada por R$ 6,50 em outro", ou seja, iniciaram-se as comemorações pela conquista do hexa!

Pontapé inicial, volta às aulas!

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Rio 40 graus. Vivíssimo de sede, um menino de 6 anos, choramingando, pede um copinho de água ao pai no calçadão antes de voltarem da praia para a casa no subúrbio.

- Compra, tô com sede, com muuuuita sede!

Toda a água comprada de véspera no supermercado já tinha acabado e o dinheiro excedente da passagem tinha sido gasto num prometido e refrescante picolé

Paciente o pai engambela o garoto até o ponto de ônibus:

- Tamos chegando, filho.

No circular, antes do cochilo, conta-lhe uma história, depois no trem, mais outra, sempre repetindo carinhosamente o "tamos chegando, filho". Pouco antes do fim de tarde, enfim, o oásis.

Se o pai naquele momento ouvisse alguém dizer: - Que frescura! Água não é artigo de primeira necessidade! - Sem pestanejar, ele diria - Porque não é seu filho...

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Aproveitando o mote surrealista tremulando nas redes sociais, com o rosto do pintor Salvador Dali nas cédulas de real, cantarolo uma antiga marchinha de Carnaval, composta por Homero Ferreira em parceria com seus irmãos Glauco e Ivan, grande sucesso do Carnaval de 1960 e hoje, um clássico: "Ei, você aí, me dá um Surreal aí, me dá um Surreal aí."

Na real, só mesmo com cédulas de Surreal!

> Leonor Vieira-Motta é integrante da Academia Voltarredondense de Letras (sementesdolacio@hotmail.com)

Por Redação do OLHO VIVO  –  contato@olhovivoca.com.br

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