(Foto Ilustrativa/Futebol Marketing)
Os 17 anos até a atual Libertadores da América
serviram de aquecimento para a vitória na etapa
pré-classificatória
Leonor Vieira-Motta
Não são apenas as nove dezenas de minutos que determinam o início e o final de uma partida de futebol. Aliás, entre as quatro linhas de cal branca no gramado verde, quem determina o tempo da peleja é a trave. A partir dela o torcedor grita com o coração e a plenos pulmões, gol!
Nessa hora, o jogo acaba e recomeça, como se o tempo trocasse de ânimo feito o jogador voltando ao campo revigorado do intervalo para o segundo tempo. Quem levou o gol, claro, volta correndo atrás do prejuízo, quem marcou, com disposição para sacudir de novo a rede.
Para os torcedores do Botafogo, os 17 anos percorridos até a participação na atual copa Libertadores da América serviram de treino e aquecimento para a festa espetacular que incentivou o time para a conquista da vitória na etapa pré-classificatória deste ano.
Foi o que se viu no Maracanã e pela TV contra o Deportivo Quito. Diante da torcida cantando sem parar o quanto o sangue dela fervia pelo Fogão, foram ouvidos quatro intermináveis gritos de gol. Do gol mais suado, do gol mais bonito, do gol mais sonhado, o gol goleador, aquele que sai driblando sozinho a defesa da garganta inteirinha e parte para cima do ar ecoando apaixonadamente, goooooooooooooooooool!
A casa naquela festiva noite de quarta-feira viveu um clima de incontestável harmonia esportiva. A alegria foi tanta que a mãe, única rubronegra da família, surpreendeu a todos cantando:
- Uma vez Botafogo, sempre Botafogo...
> Leonor Vieira-Motta é integrante da Academia Voltarredondense de Letras (sementesdolacio@hotmail.com)
