(Foto Ilustrativa/O Povo)
Um rapaz entrou no elevador carregando um
galão de água mineral; cumprimentei-o com um
"Bom dia", e ele virou o rosto, não respondeu nada
"Esta não é mais uma carta de amor, são pensamentos loucos, traduzidos em palavras, para que você possa entender, o que eu também não entendo"... (Jota Quest)
No início da manhã de hoje, quando me conduzia para a academia de ginástica, toda cheia de gás, animada para a vida, um rapaz entrou no elevador carregando um galão de água mineral do meu vizinho, no mesmo andar, então como de costume, cumprimentei-o com um "Bom dia", e na mesma hora ele virou o rosto e ficou com uma expressão séria e rancorosa, não respondeu nada... Fomos até a portaria em silêncio e o ambiente "pesado"!
Na entrada do prédio, percebi quando subiu em sua moto e foi embora com a mesma fisionomia de "falta de amor", "falta de educação", "falta de cordialidade".
Nada me alterou, malhei normalmente, mas dentro de mim ficou um questionamento sobre a "educação", os princípios de solidariedade, da ausência de gentileza entre os humanos.
Neste momento, estava assistindo a um noticiário, e de repente a cena veio em minha mente, e resolvi falar um pouco sobre este fato simples, mas intenso, pois quando não reconhecemos as pessoas não as cumprimentamos, estamos dizendo "não" para qualquer atitude que nos leve a trocarmos ideias, a nos comunicarmos, desta forma, ficamos ilhados!
Sinto que muitas pessoas preferem a solidão a fazer novos amigos, talvez não consigam mais acreditar no próximo, mas precisamos olhar para a vida com "Esperança", do contrário estaremos condenados a vivermos eternamente "sozinhos" na multidão.
Percebo que os serviços no nosso país são precários, quantas vezes entramos em uma loja para comprarmos, mas saímos até meio desanimados, pois o atendimento não convence, os vendedores não sentem vontade de estimular a compra... E assim acontece em todos os serviços prestados, há uma indiferença com o cliente, uma falta de treinamento pessoal e emocional entre os funcionários, não podemos culpá-los, e, sim, o proprietário do estabelecimento, que só visa "lucros", não investe em seu material humano.
Tenho a certeza de que o "rapaz do elevador" não ama o seu trabalho, não tem estímulo por parte do gerente, é muito mal remunerado, não é considerado "profissional", e desta forma vive um conflito muito grande entre trabalhar ou passar fome!
A educação é a única saída para o nosso país, um povo educado é um povo feliz!
"Tem que aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém" (Jota Quest)
Afinal, será que amar é mesmo tudo?..
