(Foto Ilustrativa)
Perdoar a nós mesmos, para que possamos
seguir em frente, com a garantia de mudança
para o por vir, mas, principalmente,
o perdão do outro
Fernando Loch
Pouco mais de dois mil anos se passaram e novamente celebramos a Páscoa. Podemos dizer que mesmo os não cristãos as celebram agora. Uma festa de família, uma sexta de reflexão, um sábado de contrição e um domingo de alegria... Renascer!
Ainda que não tenhamos nascido em berço cristão, esta época da Páscoa tornou-se um momento para reavivar nossa vontade de mudar, de renascer. Mais do que apenas dar e ganhar chocolates, todos somos instigados pelo "motivo" da Páscoa a olhar pra dentro e responder por nós mesmos. A morte de Jesus, o nascimento de Cristo... Ressurreição! Um significado ainda maior está inserido nesse contexto de mudança e renascimento, o perdão de nós mesmos e a necessidade de perdoar nossos semelhantes.
Cobertos de culpa e carregados de ressentimentos, muitas vezes nossa jornada torna-se um fardo pesado demais, e constatação de que erramos nos impõe, muitas vezes, uma punição excessiva. Somos convidados a refletir sobre nós mesmos como modo de redirecionar nossas vidas, não como embate jurídico. Mais importante do que saber que erramos é não julgar-se tão mal por fazê-lo. Talvez passe despercebido, mas o significado ontológico da Páscoa é nossa natureza divina, isenta de pecado. Não bastasse nossa semelhança a Deus, seu próprio Filho, morre para nos salvar. Salvar de nós mesmos.
Persistindo a ideia do pecado, seremos movidos pela ideia de autopunição e em nossos subconscientes seremos levados a expiá-lo, operando de modo inconsciente para encontrar mecanismos e oportunidades que nos permitam sofrer para pagar por nossos erros. Ainda que não concordemos com essa ideia autodestrutiva, seu reflexo pode ser percebido sem esforço, ao mergulharmos nas dificuldades a que nos impomos. Não existe necessidade de sofrimento, tão pouco de expiação, necessidade há apenas de arrependimento e, mais ainda, de perdão! Jesus que nos salvou a todos com sua morte, o fez não no sepulcro quando ressuscitou, mas o fez antes, quando nos perdoou; E dizia Jesus: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem". Lucas 23:34
Um perdão incondicional que nos foi oferecido como meio para que possamos nós também perdoar a nós mesmos, para que possamos seguir em frente, sem carregar os erros irreparáveis do passado, mas com a garantia de mudança para o por vir, mas principalmente, um perdão que nos convida a fazer o mesmo, que nos conclama ao perdão do outro, também incondicional, mesmo que nos tenham prejudicado, ferido ou traído...
Perdoemos nós também aos que nos tenham ofendido e não nos deixemos cair em tentação, livrando-nos do mal... Amém. Siga em paz, renascido!
> Fernando Loch é arquiteto com MBA em gerenciamento de projetos, realiza palestras/aulas nos Ciclos de Estudos da Prosperidade promovidos pela Seicho-No-Ie do Brasil, por todo o país. Contatos: (48) 9922-8618 e (24) 3248-5977 ou cicloflorianopolis@gmail.com e Facebook
