(Foto Ilustrativa/Wall Street Fitness)
Daniel Alves não foi original, plagiou a ideia
da equipe de marketing de Neymar
André Aquino
Não sou fã de banana nanica, da terra, prata, ouro. Ou caramelizada, frita e nem assada em churrasqueira. Nenhuma. Só uso a fruta tropical para fim medicinal: como para não sofrer de câimbra. Nem mesmo quando estou com raiva desfruto a fruta, dou-a como fez Reinaldo Faria no final da novela "Vale tudo" ao som da música "Brasil", de Cazuza. Nem gosto daquelas pessoas intituladas bananas. Nesta semana, porém, resolvi escrever sobre a fruta predileta de Carmen Miranda após a overdose de fotos que recebi em minha página do Facebook.
Daniel Alves, ao comer aquela banana no campo da Vilareal, entraria na minha galeria de ídolos futebolísticos (aqueles craques com alma de astro do rock). Mas não entrou, não foi original. Plagiou a ideia da equipe de marketing de Neymar, seu colega de Barça. A empresa que atende o ex-jogador do Santos fez marketing em cima de marketing ao divulgar que a ideia da campanha "Somos Todos Macacos" seria dos próprios marqueteiros e não de Neymar. Perdeu a espontaneidade e a naturalidade, apesar do objetivo da campanha ter sido alcançado.
Luciano Huck, com a sua compulsão e obsessão em ganhar dinheiro, não perdeu tempo e lançou uma camiseta com a campanha. Preço? R$ 69, número bastante sugestivo ao formato da fruta. Mas prefiro aderir ao movimento com a banana original mesmo. O quilo custa, no máximo, R$ 5 nas feiras livres de minha cidade. O valor da fruta dos macacos só não pode inflacionar e custar mais caro do que a chique maça argentina.
Os evangélicos, por sua vez, torceram o nariz e lançaram a campanha “Não Sou Macaco”, defendendo a teoria Criacionista e não Evolucionista.
Tanta comoção brasileira em torno de uma fruta. Sugiro à presidenta Dilma que determine, por medida provisória, que cada europeu receba uma banana ao desembarcar para a Copa do Mundo com os dizeres: "Bienvenido a República das Bananas".
> André Aquino é jornalista
