(Foto: Divulgação)
Ao vivo: Pequeno público, mas animado,
assistiu ao espetáculo em Volta Redonda
André Aquino
Se pela TV era excelente, imagina ao vivo? Luana Camarah, do "The voice Brasil", é uma típica roqueira: tatuada, piercing no corpo inteiro, roupas rasgadas e cabelo estiloso, mas sem as insanidades dos astros movidos pelo álcool e drogas. Ela é sóbria no palco como mostrou em sua apresentação ontem (quarta-feira, 18), no 08 Bar & Lounge, em Volta Redonda, e tem todos atributos para seguir avançando no árduo caminho artístico brasileiro.
Quando convidado para assistir ao show pela nova equipe de promoter da casa, confesso que esperava o mais do mesmo: uma cantora de um reality que não vingou e vive em frustração. Estava enganado.
Inegavelmente talentosa, a roqueira de Taubaté canta bem, dança com desenvoltura, escolhe bem o repertório (de Guns n´Rose e Nirvana a Charlie Brown Jr.) e atua no palco com a mesma segurança e profissionalismo que demonstrou na telinha da Globo.
A voz dela estava tão agradável que tive a sensação de estar ouvindo um CD e não um show ao vivo. Tudo isso acompanhado pela sua banda Turne, com quão talento.
Embora tenha morado recentemente na região da cidade natal de Luana Camarah, a conheci pelo "The voice" e a simpatia veio à primeira vista, tanto pelo estilo e talento musical quanto por ser do interior paulista. Ela, porém, foi eliminada do programa de calouros na semifinal, deixando um gostinho de quero mais e arrancando aplausos de jurados como o do exigente Lulu Santos.
O que faltou na apresentação de Volta Redonda, porém, foi uma pitada de trabalho autoral. Ela tem um CD gravado e o show poderia ser uma excelente oportunidade de mostrar o trabalho como compositora. Outro ponto negativo foi o pequeno público que assistiu ao espetáculo, facilmente justificado por ter sido uma noite fria e chuvosa, véspera de feriado e um dia após o jogo da Seleção Brasileira. Pequeno, no entanto, animado público - formado em sua maioria por casais e jovens de 30 e poucos anos. E de bom gosto. Perdeu quem não foi.
Como se diz na terrinha dela, o show foi "firmeza, da hora".
> André Aquino é jornalista
