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Neymar é Neymar

Neymar é o cara, o Romário de 94, o Maradona de 86 e o Zidane de 98

Fenômeno não é uma invenção midiática, os números comprovam isso; é rei de uma geração, uma influência direta para as crianças

Artigos  –  28/06/2014 10:18

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(Foto: Divulgação) 

Brasil pode ser desclassificado hoje,

mas temos Neymar e isso nos basta para

que o medo seja substituído pela fé

 

André Aquino 

Neymar é o cara, Neymar é o fenômeno. Neymar é Romário de 94, Maradona de 86 e Zidane de 98. Na verdade, Neymar é Neymar. E, certamente, não terá outro igual, ao menos tão cedo. A leveza do menino nos seus dribles poéticos me passa a falsa sensação de que jogar bola é fácil. Tamanha tranquilidade dele na Copa do Mundo que parece que está num jogo do Santos contra o XV de Piracicaba no Paulistão. A essência é essa: fazer de um desafio nacional uma brincadeira de criança, típico dos super heróis futebolísticos. 

Neymar não é uma invenção midiática, os números comprovam isso. Aos 22 anos, o garoto de Santos - hoje no Barcelona - já é o sexto maior artilheiro da seleção. E mais: é o mais jovem a chegar aos 35 gols na seleção, com 22 anos e quatro meses. Pelé chegou ao mesmo número aos 22 anos e cinco meses, Ronaldo aos 22 e 11 meses. 

Neymar é rei de uma geração, uma influência direta para as crianças. Tudo o que ele faz, seja o corte de cabelo, as comemorações de gols, meus sobrinhos querem fazer também. Talvez a mesma sensação daqueles que já passaram dos 50 anos e tiveram com o Pelé. 

As polêmicas "firulas" de Neymar no início de carreira, até então tratadas como desrespeito, hoje são chamadas de obras de artes assinadas por um jogador no padrão de qualidade de Garrincha. 

Neymar me deixa otimista a ponto de escrever nesse artigo poucas horas do início da partida das oitavas de final contra a perigosa seleção do Chile, quando há a possibilidade de o Brasil ser desclassificado. Mas temos Neymar e isso nos basta para que o medo seja substituído pela fé. 

Até hoje assisti apenas a um jogo do craque no estádio: o meu Fluzão venceu o Santos, numa tarde de sábado inspirada de Neymar. No jogo do Campeonato Brasileiro de 2011, aos 19 anos, ele já inventava jogadas e dribles. O resultado da partida foi só um detalhe perante o dia histórico de minha vida, dia em que vi Neymar jogando ao vivo. 

No futuro, assim como meu pai se gaba dizendo que viu Pelé atuando, vou dizer aos meus filhos: "Eu vi o Neymar". 

> André Aquino é jornalista

Por Redação do OLHO VIVO  –  contato@olhovivoca.com.br

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