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Entre as Quatro Linhas

A ferida aberta em 1950 com o Maracanaço sangrou

É fatalidade a seleção brasileira perder a partida semifinal por sete tentos a um, sem nenhum esboço de reação técnica, tática ou tônica, inexplicável

Artigos  –  11/07/2014 12:58

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(Foto Ilustrativa)

Foto da primeira página do site do jornal

argentino "Olé" após a derrota do Brasil

 

Leonor Vieira-Motta 

É fato,

a seleção brasileira de futebol perdeu a partida semifinal da Copa de 2014 disputada no Mineirão em Belo Horizonte e no sábado vai disputar o terceiro lugar no Mané Garrincha, sob o céu do planalto central, entre as flores do cerrado, em Brasília.

A ferida aberta em 1950 com o Maracanaço sangrou.

O campeão voltou, o campeão voltou! Na arquibancada a torcida afirmava cantando, mas após os primeiros minutos do primeiro tempo, silenciosamente parecia pedir, campeão volta, campeão volta...

O campeão Amarildo de 1962 se pudesse voltava nessa partida decisiva só para atendê-la.

É fatalidade,

a seleção brasileira de futebol perder a partida semifinal por sete tentos a um, sem nenhum esboço de reação técnica, tática ou tônica, inexplicável.

Pareceu-me até que o apagão e o caos aéreo alardeados pelos pessimistas de plantão, para o mês da Copa e chutados, de bico, para fora das quatro linhas continentais do território nacional aconteceram na terça passada. Pois foi o que se viu sobre as quatro muito mal traçadas linhas das cabeças técnicas do escrete verde amarelo e se alastrou pelos onze jogadores brasileiros em campo.

Penso, entre fato e fatalidade que a história escrita entre as quatro linhas sofridas desse dia 8 de julho de 2014 motive o futebol brasileiro a aprender novas palavras e o inspire a tornar outras mais belas, para enriquecimento e glória do vocabulário mais belo, o nosso, o único futebolístico pentacampeão mundial.

Por Redação do OLHO VIVO  –  contato@olhovivoca.com.br

3 Comentários

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  • Maria Claudia Franca

    Tudo passa..... mas doi menos quando alguem esclarece a nossa propria confusao mental diante do inesperado coletivo.... O campeao vai voltar, pois jamais foi embora. Obrigada Leonor Vieira-Motta!

  • Ana Lucia Cardoso de Assis Melo

    Como sempre, muito prazeroso ler crônicas suas.... obrigada, mais uma vez, pelo deleite. Sua fã.. Ana Lucia Melo.

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