(Foto Ilustrativa)
Algumas promessas são pura diversão (?!)
André Aquino
Se dependesse das minhas promessas aos candidatos e cabos eleitorais, eu teria ao menos direito a dez votos para federal e outros 20 para estadual. Votaria na Dilma, Marina e Aécio ao mesmo tempo. Dou o troco. Prometo sim, cumpro não - com orgulho! Aqui posso desabafar sem medo: "Não voto em você! Ponto. Não insista, porque senão, além de não votar, faço campanha contra. Já tenho candidato e é de partido oposto do seu, vossa excelência". Ufa! Tirei um peso. A vontade é essa, mas ainda prefiro enganar, ao menos uma vez, quem nos engana quatro anos.
Por outro lado, divirto-me com algumas promessas. Um candidato de Goiás, por exemplo, promete que, se eleito, vai melhorar "a própria vida, de seus familiares e amigos". Super sincero. Gostei. Teria o meu voto e ganharia um cabo eleitoral. Que pena que não é do Rio.
Outro federal de São Paulo quer fazer um mandato infernal (desculpa a rima). A proposta do aspirante é "infernizar todos os políticos burocráticos, medíocres que se encontram em Brasília". Boa!
Uma mineira pretende aumentar o salário mínimo para 3,5 mil reais e a redução da semana de trabalho. OK. A passagem do coletivo seria 50 reais. O pão francês, 10 reais? Melhor não.
Mas, na minha caça às promessas políticas, o que mais me surpreendeu foi de um candidato de Brasília. Ele quer criar o kit fêmea, kit macho, que seriam cartilhas para serem distribuídas nas escolas públicas para "ensinar homem gostar de mulher e mulher gostar de homem". Acreditem: ele está falando sério. Então, sugiro ao Jean Wyllys que crie a cartilha: "Como sair do armário em Brasília, deputado!".
Quer saber? Prefiro continuar fazendo campanha para minha conterrânea Lívia Itaborahy, no "The voice Brasil".
> André Aquino é jornalista
