(Foto Ilustrativa/Maroon Weekly)
Promessa para 2015? Guardo
comigo e os resultados são só meus
André Aquino
Fazer uma (auto) retrospectiva do ano virou clichê. É até chato, egocêntrico. Porém, é essencial para admitir e aceitar as falhas e saber também que muitas coisas boas aconteceram nos últimos 12 meses. No último dia do ano, pensar e dizer para si mesmo "Eu quero isso", "A partir de agora serei/ farei desse jeito", "Não vou mais fazer tal coisa" não é novidade para ninguém.
Mas nada disso tem importância se o ano não for dividido em dias e não viver um de cada vez.
2014 foi o ano em que os fios brancos se multiplicaram em minha cabeça, porém o espírito juvenil aflorou na mesma proporção. Algumas metas não foram cumpridas, outras sim. A vida é assim.
Não bebi nenhuma gota de álcool, mas não larguei o cigarro. Arrumei um emprego melhor, novas experiências e responsabilidades profissionais, porém não tive equilíbrio financeiro - não economizei.
Emagreci, engordei. Emagreci de novo. E ainda estou insatisfeito com o corpo.
Tive perdas que fortaleceram minha fé em Deus. Me amei e me auto sabotei. Conheci novos sentimentos e descobri que sou muito bom em algumas coisas, mas péssimo em outras.
Conheci pessoas e me decepcionei. Fiz novos amigos e revi os bons. Dei oportunidade aos mais jovens e me permiti a aprender com os mais experientes.
Tentei praticar a humildade, diminuindo os meus defeitos - mas nem sempre consegui. Aprendi a não me cobrar e nem sofrer pelos meus erros.
Promessa para 2015? Guardo comigo e os resultados são só meus.
> André Aquino é jornalista
