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Psicológico ou Físico?

Disfunções sexuais masculina x ansiedade

Remédios ou tratamentos que respondem bem em uma pessoa, podem não responder bem em outra

Artigos  –  17/01/2013 15:16

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(Foto Ilustrativa)

Nunca se deve subestimar um homem com qualquer

tipo de disfunção sexual, isso não é doença fácil

 

Carlos Eduardo Prado Costa 

Tem se tornado comum, na rotina de um consultório, os pacientes se depararem com um dilema: meu problema sexual é psicológico ou físico? Afirmo que essa não é a pergunta que se deve fazer, pois nem todos os problemas sexuais são psicológicos, porém todo problema sexual desencadeia um quadro de ansiedade tal que pode gerar problemas psicológicos de grandes proporções. E essa é a questão. 

Há alguns dias li em algum site, jornal ou revista, um texto que afirmava que as disfunções sexuais são os casos mais simples que a medicina tem para tratar! Esse tipo de afirmação, se vier de um profissional da saúde, principalmente de algum colega médico, é algo que precisa ser revisto, pois não é assim que funciona. 

As disfunções sexuais são um desafio para a medicina. Primeiro não deve ser encarado como um problema banal, ou de vaidade masculina. Segundo não se deve dizer que o caso é só psicológico. A psicologia é talvez uns dos ramos da saúde de maior complexidade. Uma pessoa pode até adquirir um bom resultado num tratamento para um determinado tipo de disfunção, mas se não trabalhar o psicológico desse paciente ele nunca vai adquirir a confiança necessária para ficar livre do acompanhamento do médico. 

Temos que lembrar que o homem ainda tem no funcionamento do pênis o seu medidor de masculinidade e potência. Vale lembrar que ainda está enraizada em nós a ideia de que o homem não pode falhar. E a grande maioria dos homens tem um conceito a respeito de si, muito impiedoso, de que defeito tem os outros e ele não! 

Com o advento dos "milagrosos" indutores de ereção - vale ressaltar que tem as suas indicações prescritas e deve ser indicada por um profissional qualificado da saúde -, fez com que surgisse o seguinte pensamento: "Problema de ereção, é só tomar a milagrosa pílula azul que passa". E se a única dureza for encarar a dor de cabeça, efeito colateral comum nesse tipo de medicação, menos mal. Porém, o uso desnecessário e/ou indiscriminado pode promover sérios problemas para o homem, inclusive psicológicos. É preciso atenção. 

Ressalto que nunca se deve subestimar um homem com qualquer tipo de disfunção sexual, isso não é doença fácil. Em medicina, sempre vou defender que: "Não existe doença fácil ou difícil. Existe é uma doença que está acometendo um indivíduo, com a sua própria particularidade". Ou seja, remédios ou tratamentos que respondem bem em uma pessoa, podem não responder bem em outra. É bom sempre lembrar! 

> Carlos Eduardo Prado Costa é médico clínico geral da Clínica Ictus Homem e integrante da Sociedade Internacional de Medicina Sexual

Por Assessoria de Comunicação  –  contato@olhovivoca.com.br

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