(Foto Ilustrativa/Pixabay)
Após a maternidade, ao sentir a necessidade,
quer seja financeira ou social, de se recolocar no
mercado de trabalho algumas mulheres encontram
barreiras pela lacuna de tempo desempregada
Heidi Dias
O mês de maio abriga datas importantes, entre elas, está o Dia do Trabalhador e o Dia das Mães. E é importante juntarmos esses dois temas, especialmente no momento em que atravessamos período de reformas, de desemprego, também de empreendedorismo e de pessoas podendo viver o seu propósito de vida.
A mulher ocupa muitos papéis importantes na sociedade. Conhecida por ser multitarefas, capaz de exercer com excelência as frentes que lhe são dadas, o desafio muitas das vezes se encontra no mercado de trabalho.
De acordo com a pesquisa divulgada pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), cerca de 40% das mulheres brasileiras chefiam os seus lares, mas me deparo com algumas mulheres que abdicam por um tempo de seu emprego para dedicarem-se exclusivamente à maternidade, até os filhos estarem em idade escolar, por exemplo. Mas, ao sentir a necessidade, quer seja financeira ou social e decidirem se recolocar, algumas encontram barreiras pela lacuna de tempo desempregada.
Como consultora de RH eu oriento nas palestras ou treinamentos sobre empregabilidade que durante o período fora do mercado formal o profissional busque meios de se manter atualizado, fazendo cursos livres. Muitos são ofertados gratuitamente e até na modalidade EAD, leia livros, artigos, em sua área de atuação, participe de eventos também relacionados, empreenda, ainda que de forma autônoma. E todas essas atividades deverão constar no currículo e somarão na hora da entrevista.
As empresas precisam ter um olhar empático com relação às mães trabalhadoras, atentando-se para as competências e oferecendo condições iguais a todos.
Outro ponto importante a ser abordado são as perguntas feitas por alguns entrevistadores durante o processo seletivo, tais como: Você pretende engravidar? Se configurada como eliminatória, caberão sanções judiciais, pois a legislação brasileira não permite tal procedimento.
Alguns direitos trabalhistas para as mães
» A empresa não pode pedir atestado para comprovação de esterilidade ou gravidez no processo de admissão.
» Estar grávida não pode ser motivo para demissão ou não contratação.
» Há estabilidade no emprego até o quinto mês de vida do bebê
» A licença-maternidade obrigatória é de 120 dias (quatro meses).
» Se a trabalhadora for demitida e estiver grávida, mesmo que não tivesse conhecimento, tem direito à reintegração ou à indenização.
» Para possibilitar o acompanhamento médico pré-natal, a mãe tem direito à dispensa do trabalho pelo menos para seis consultas e exames.
Eu parabenizo a todas as mamães pelo seu dia e desejo a todas muitas oportunidades!
> Heidi Dias é consultora de recursos humanos e coach comportamental
