
(Foto Ilustrativa)
Sopra-te o sopro da vida, novamente
E vai em frente
O poema de hoje é de Thiago Ferreira (cadeira 19 da AVL - Academia Voltarredondense de Letras). Graduado em letras - língua portuguesa e literaturas lusófonas - e, atualmente, faz especialização em literatura e cultura. É professor, aluno, leitor, apaixonado pelas artes, estudioso das ciências humanas e sociais e diz que se atreve a escrever não por vontade ou vaidade, mas por necessidade de dar forma à magia.
Chora, que o fato legitima teu lamento;
Grita, que teu canto faz vibrar a fina fibra da Dor-espelho humana;
Sofre e deixa que tua carne arda em fogo e brasa até que te reste o pó,
só.
Mas logo que o Sol nasça
Remolda-te do barro de tuas cinzas e lágrimas;
Sopra-te o sopro da vida, novamente
E vai em frente.
