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Cláudio Alcântara

claudioalcantaravr@hotmail.com

Árvores e Azuis

Grazia Camerano expõe telas e desenhos em Barra do Piraí

Trabalhos acontecem como fluxos, processos e experimentações; tintas acrílicas, colagens, mas principalmente cores e texturas casuais que provocam o objeto central

Educação  –  01/10/2015 09:46

Publicada em: 05/09/2015 (12:53:39)
Atualizada em: 01/10/2015 (09:46:41)

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(Fotos: Divulgação) 

Exposição reúne 14 telas em pintura acrílica e oito desenhos
em papel kraft, belos trabalhos com lápis, markers e colagens

> Confira o roteiro com as exposições que podem ser vistas na região

"Árvores e azuis". Quatorze telas em pintura acrílica com dimensões que variam de 0,70cm e até dípticos com 2,10m de comprimento. Oito desenhos em papel kraft, trabalhos com lápis, markers, colagens. As obras são da artista Grazia Camerano. Mais: poemas de Antônio Universenergy, Ivete Neves Camerano e fotografias de Arthur Costa. A exposição no hall do Teatro do UGB/Ferp foi aberta em 28 de agosto e pode ser visitada em setembro e outubro. A abertura contou com a apresentação musical do Grupo Artístico do UFB/Ferp.

- É a primeira exposição que recebemos este ano. A visitas devem ser agendadas - explica a coordenadora geral do Centro Cultural do UGB, Luana Oliveira.

Segundo ela, antes dessa mostra, estavam expostos os trabalhos dos alunos do curso de desenho e pintura do Programa Arte, Educação e Cidadania. Luana conta que a artista Grazia Camerano vive no Rio de Janeiro, mas nasceu em Barra do Piraí e foi aluna do UGB/Ferp.

- Ela procurou o Centro Cultural, pois soube do nosso espaço e tinha o desejo de trazer sua nova produção artística para sua cidade natal - diz.

Grazia formou-se em letras (Ferp - Fundação Educacional Rosemar Pimentel) e jornalismo (Facha - Faculdades Integradas Hélio Alonso). Frequentou cursos livres de pintura, desenho e cerâmica no Centro de Artes Maria Teresa Vieira, no Centro de Artes Calouste Gulbenkian, entre outros. Em Barra do Piraí, de 1975 a 1980, foi integrante do Grupo Cromoi, o que se chama atualmente de coletivo de artistas.

- Já era praticado em nossa cidade naquela época com o objetivo de crescermos e aprendermos juntos, reciclando conhecimentos e ideias.

A artista ensina variadas técnicas de pintura em diversos ateliês e hoje faz parte do Coletivo de Arte És Uma Maluca, em Vila Isabel, no Rio de Janeiro.

- Seus trabalhos acontecem como fluxos, processos e experimentações. Formam-se através do uso de tintas acrílicas, colagens, mas principalmente de cores e texturas casuais que provocam o objeto central - comenta.

O Centro Cultural do UGB começou a abrir espaço para exposições desde a sua inauguração, em 2008. Entre elas, as de Beth Abi, Nadéia Souza, Simone Ribeiro Santiliano, João Machado, Tato Teixeira, Anderson de Souza e Luiz Figueiredo.

- O objetivo é oferecer uma agenda de programação cultural e valorizar a arte e os artistas da região sul fluminense. Os universitários representam nosso principal público alvo e grande parte dos visitantes, mas também temos uma expressiva visitação da comunidade - destaca.

De acordo com Luana, não existe um calendário fixo, as exposições acontecem de acordo com projetos e contatos realizados com os artistas. Os interessados em expor no espaço do Centro Cultural podem entrar em contato.

- Abrir o espaço para exposições de artes plásticas é sempre muito gratificante. Além da troca com os artistas e suas produções, abre-se a possibilidade de interação dos professores e alunos do UGB com as exposições e a articulação de outras formas artísticas, como a música, a dança e o teatro. As exposições trazem para o nosso espaço novos diálogos e uma movimentação artística e cultural muito produtiva e interessante - enfatiza.

A próxima exposição será em dezembro com os alunos do Programa Arte, Educação e Cidadania. 

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Grupo Artístico do UGB/Ferp no Festival Vale do Café

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Formado em 2014, grupo é composto por três violões e os arranjos musicais
são do professor de violão do Centro Cultural do UGB, Alexandre Frazão Ribeiro

A apresentação do Grupo Artístico do UGB/Ferp animou o público do Festival Vale do Café, composto por moradores de Vassouras e turistas. Aconteceu em 17 de julho, no pátio da Antiga Estação Ferroviária de Vassouras, junto a uma Caravana Gastronômica do Rio de Janeiro. O grupo foi formado em 2014, é composto por três violões e os arranjos musicais são do professor de violão do Centro Cultural do UGB, Alexandre Frazão Ribeiro.

Também tocam o instrumento o aluno do Programa Arte, Educação e Cidadania Igor Dias e o professor do UGB do curso de arquitetura Flávio Radamés. A apresentação conta ainda com a participação do músico convidado Mirandinha, no pandeiro, e a voz de Giedre Alves, assessora artística do Centro Cultural do UGB. O grupo interpreta sucessos de Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim, Chiquinha Gonzaga, João Pernambuco, Pixinguinha e Noel Rosa.

A coordenadora geral do Centro Cultural do UGB, Luana Oliveira, conta que o convite para tocar no Festival Vale do Café surgiu por intermédio do professor e músico Flávio Radamés, integrante do Grupo Artístico do UGB/Ferp, morador de Vassouras e músico conhecido no município com participações em outras edições do Festival Vale do Café. A organização do evento foi feita pelos comerciantes de Vassouras que se articularam para movimentar mais o município com apresentações gratuitas dentro do festival.

O grupo já havia se apresentado no Festival Café, Cachaça e Chorinho de Ipiabas. Também se apresentou na abertura da exposição de artes plásticas "Árvores e azuis", de Grazia Camerano, em 28 de agosto. E vem mais por aí: em outubro, o grupo estará no campus de Volta Redonda, na X Jornic (Jornada de Iniciação Científica do UGB/Ferp).

- O grupo contribui para o diálogo UGB/Ferp, universitários e comunidade, a partir da sua divulgação e das ações e projetos do UGB/Ferp no circuito turístico do Vale do Café. É um projeto novo, que está iniciando uma proposta de trabalho musical a partir do chorinho. A experiência das apresentações tem sido muito interessante e o público bastante receptivo - diz Luana.

Por ter um perfil mais profissional, para participar do grupo é preciso entrar em contato com o professor Alexandre Frazão e passar por um teste específico.

Novas apresentações devem acontecer em breve, já que o Centro Cultural vem buscando a inserção do grupo no calendário de eventos do circuito turístico do Vale do Café. 

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Projeto Bordando o Vale lança novos produtos da coleção

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Nova linha de produtos da coleção do Bordando o Vale começou a ser preparada em maio de 2014

Bolsas, carteiras, necessaries e chaveiros. A nova linha de produtos da coleção do Projeto Bordando o Vale começou a ser preparada em maio de 2014. O grupo conta com oito artesãs que se encontram todas as quintas-feiras pela manhã para as oficinas e produzem no seu dia a dia. O lançamento aconteceu no fim de agosto, no Centro Cultural do UGB/Ferp e na Apae de Barra do Piraí, pois são as duas instituições envolvidas diretamente na produção.

Segundo a coordenadora geral do Centro Cultural do UGB, Luana Oliveira, o Centro Cultural é responsável pelo desenvolvimento do projeto, elaboração da coleção e fornecimento dos materiais. E a Apae fica responsável pelo grupo de artesãs, integrantes do grupo de pais. Cerca de 50 produtos formam a nova coleção.

Os produtos variam de R$ 10 a R$ 70 e ainda não há uma previsão concreta da arrecadação final.

- Este ano o trabalho no Bordando o Vale vem sendo bastante produtivo, criativo e gratificante. As artesãs estão muito envolvidas com a produção e a linha de produtos já criou uma identidade própria, tanto com a temática quanto com a técnica desenvolvida - diz.

Luana conta que desde 2014 foi iniciado com o Grupo de Pais da Apae uma nova etapa do trabalho:

- Focamos na história de Barra do Piraí, destacando seus "lugares de memória". O grupo terá como principal ponto de venda o Quiosque da Apae na Praça Nilo Peçanha de Barra do Piraí.

O Projeto Bordando o Vale tem como objetivo principal contribuir para a geração de renda de artesãs. Promover capacitação por meio de oficinas de história, memória e patrimônio cultural e oficinas de técnicas de artesanato. O diferencial dos produtos confeccionados é a representação de lugares de memória que fazem parte das histórias de vida das artesãs, pois a proposta não é só reproduzir técnicas, mas produzir o que aprenderem através do diálogo com a memória.

Todos os lugares retratados nos produtos são visitados pelas artesãs e, a partir das fotografias, desenhados como riscos e bordados. Esses lugares de memória bordados apresentam-se como "marcas" que identificam parte da história local e regional. Os produtos confeccionados são utilizados para a elaboração de um livro/catálogo, exposições e venda.

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Serviço

> Centro Cultural Aracy Carvalho Di Biase - Rodovia Benjamin Ielpo, Km 11 (Estrada Barra do Piraí/Valença), Barra do Piraí. Telefone: (24) 2447-4726. Site.

Edição impressa

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Por Cláudio Alcântara  –  claudioalcantaravr@hotmail.com

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