(Foto: Divulgação)
Reuniões acontecem nas instalações do Centro
Universitário de Volta Redonda, no campus Tangerinal
O projeto “Educar para o lazer nas aulas de educação física no Colégio Estadual Rio Grande do Norte”, coordenado pela professora Ana Paula Pereira, foi um dos contemplados no programa “Apoio à Melhoria do Ensino em Escolas da Rede Pública Sediadas no Estado do Rio de Janeiro - 2014”. Nesse investimento da Faperj, o UniFOA participa com professores e um aluno do curso de educação física. As reuniões acontecem nas instalações do Centro Universitário de Volta Redonda, no campus Tangerinal.
Os investimentos feitos para a pesquisa foram aprovados em 2014, quando se obteve o valor de R$ 24 mil em equipamentos para a escola, visando compor uma sala estudos destinada aos professores e material para as aulas de educação física. Além disso, o projeto conta com seis bolsas de estudos sob a orientação da professora Ana Paula Pereira, nas seguintes modalidades: duas bolsas de iniciação científica jovens talentos (alunos do ensino médio - Flávia Beatriz do Prado Mariano e Lucas da Silva Marcolino); duas bolsas de capacitação técnica (professores - Marcia Moraes Soares e Erik Imil Viana Farani); duas bolsas de iniciação científica (alunos do ensino superior - Nildamara T. Torres e Ivan Alírio de C. Rego).
Vale destacar que à frente da capacitação técnica dos professores do Colégio Estadual Rio Grande do Norte estão os professores Cássio Martins do UniFOA, Ricardo Ruffoni e Aldair José de Oliveira, ambos da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).
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A problemática que fundamentou a elaboração do projeto está relacionada com a ausência do trato do tema do “lazer” como um direito social previsto na constituição de 1988 e a ênfase que vem sendo destinada às políticas educacionais profissionalizantes no Brasil.
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A professora Ana Paula Pereira conta que o tema lazer é citado na Constituição Federal, e por isso deve ser algo mais discutido e observado em todos ambientes sociais.
- Vale destacar que o tema do lazer aqui proposto não está sob hipótese alguma relacionado à perspectiva funcionalista ou utilitarista do lazer, comumente evocado como meio de resgatar crianças das ruas, ocupar o tempo ocioso ou utilizado como instrumento de recuperação e manutenção da força de trabalho. Nossa intenção é tratar o lazer de modo mais igualitário - diz Ana Paula.
A professora e bolsista de capacitação Márcia Soares explica que esse entendimento do que é realmente o lazer vai trazer ao aluno uma vontade extra de estar perto das pessoas, fazendo de sua vida social algo mais produtivo.
- Se ele se envolve nas atividades e acredita que isso vai fazer bem, vejo que ele vai melhorar também sua qualidade de vida, se aceitando melhor como é e não ficar preso somente ao mundo digital, por exemplo - afirma Márcia.
Para o aluno do curso de educação física Ivan Alírio, essa experiência é algo muito positivo para sua formação.
- A pesquisa me permite estar em contato com obras de vários autores e isso me ajuda a formular minhas próprias ideias, me dando subsídios para, no futuro, aplicar esses conhecimentos - explica Ivan, também afirmando que estar em convívio com a escola é bom para ter o contato com alunos e professores e ver como as aulas que aprendemos na teoria acontecem na prática.
