
(Fotos: Divulgação)
O princípio da diversidade foi o principal elemento que fez com que a FOA apoiasse o encontro
O UniFOA (Centro Universitário de Volta Redonda) sediou o II Encontro das Religiões de Matriz Africana: direitos humanos e diálogos inter-religiosos. O evento realizado pelo Escritório da Cidadania e pela Defensoria Pública da União aconteceu ontem, 25, no Centro Histórico-Cultural do campus Três Poços. A programação contou com palestras, audiência pública intitulada “Religiões Afro Brasileiras: Cultura e Direito” e, para finalizar, um debate.
Participaram do evento o vice-presidente da FOA (Fundação Oswaldo Aranha), Eduardo Prado; o pró-reitor, Carlos José Pacheco; pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Alden dos Santos Neves; a coordenadora do Direito, Úrsula Amorim; o coordenador do Escritório da Cidadania, Dario Aragão; o defensor público federal, José Tambasco; a presidente do Diretório Acadêmico do curso de Direito, Jad Ávila; os palestrantes Rogério Luis Seixas e Sidcley Elias; além de alunos, professores e religiosos de toda região.
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O objetivo do encontro foi produzir um espaço de diálogo entre a universidade, as comunidades tradicionais de terreiros, centros espíritas, sociedade civil e o poder público.
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- Buscamos identificar demandas, debater sobre as políticas públicas atuais existentes e suas possibilidades, e principalmente, colocar em pauta a questão da intolerância e da liberdade religiosa - disse o coordenador do Escritório da Cidadania e idealizador do evento, Dario Aragão.
Para o defensor público, José Tambasco, também idealizador do evento, a importância do debate se traduz na popularização do assunto, para que se possa ter maior respeito e dignidade a esses grupos:
- É preciso cada vez mais mostrar o Brasil brasileiro; o Brasil que se esconde através de um branqueamento histórico que apaga as raízes do povo, esse país que precisa renascer das suas origens. É isso que nós fizemos, mais uma vez, graças a esse apoio maravilhoso da Fundação Oswaldo Aranha e do Centro Universitário de Volta Redonda e, principalmente, do carinho dos alunos.
A importância do evento foi reforçada pelo Pai Pequeno do Centro Espírita Nossa Senhora da Guia, Sid Soares.
Tivemos hoje a oportunidade de legitimar e atrair o povo de santo para dentro de um centro universitário, para discutirmos políticas que atendam os nossos anseios. Momentos como esse ajudam a quebrar tabus e, principalmente, o preconceito. Pudemos apresentar, também, um pouco do que a nossa casa já conquistou.
O princípio da diversidade foi o principal elemento que fez com que a FOA apoiasse o encontro pelo segundo ano consecutivo.
- As religiões de matriz africana fazem parte da nossa história desde a colonização. Consideramos que momentos como esse contribuem para a formação de jovens para a vida, para a diversidade que encontrarão no dia a dia. Nossos alunos tiveram conhecimento amplo sobre heterogeneidade que é a raiz do brasileiro - enfatizou o vice-presidente da FOA, Eduardo Prado.
