(Foto: Divulgação)
Cultura brasileira foi destaque no campus Três Poços
Um dia para reafirmar as origens da dança brasileira para os alunos do curso de educação física do UniFOA (Centro Universitário de Volta Redonda), no campus Três Poços. Organizado pela professora da disciplina Dança e Folclore, Beatriz Rennó, o Encontro de Tambores do Meu Brasil serviu como prova prática para os acadêmicos. O evento também recebeu uma exposição de fotos sobre a cozinha quilombola, palestras acerca do tema e participação de academias, grupos de promoção de manifestações afro-brasileiras e grupos de jongo. A entrada foi 1kg de alimento não perecível.
- Nosso foco foi conscientizar os alunos sobre a importância da cultura africana, tanto pela necessidade dos futuros professores levarem isso para dentro das salas de aula, quanto pela questão de cidadania que nós, enquanto profissionais, temos que abordar em qualquer lugar de nossa atuação - ressaltou a professora responsável pela atividade, Beatriz Rennó.
As palestras “Formação da Cultura Corporal do Povo Brasileiro", ministrada pela professora de História, Tânia Bassi, e "Jongo: significado e o compromisso com as novas gerações" comandada pela professora de educação física formada pelo UniFOA e representante do grupo de Jongo de Pinheiral, Maria de Fátima da Silveira, relacionaram as danças originalmente africanas que eram executadas nas senzalas com a atual cultura brasileira.
- O futuro professor de educação física precisa conhecer, de fato, o que simboliza cada movimento e cada gesto dentro da dança para que, futuramente, ele possa transferir esse conhecimento da forma correta aos seus alunos, porque, infelizmente, o não conhecimento da religião e cultura é o que gera tanto preconceito. É só através da educação que conseguiremos acabar com isso de uma vez por todas - acredita Maria de Fátima, que se formou na instituição em 1981.
Apaixonado por dança, o aluno do segundo ano de bacharelado Thairone Duarte contou que, apesar de já conhecer algumas referências da cultura africana, não imaginava que eram tantas.
- Agora tenho, de fato, um embasamento teórico bem construído para quando eu quiser fazer alguma alusão a algum fato cultural - afirmou.
- Acredito que esse intercâmbio de culturas desconstroem preconceitos e barreiras. Vemos que muitos alunos chegam aqui com uma visão um tanto ou quanto distorcida e a faculdade é um lugar de aprendizado. Gerar toda essa reflexão acerca da cultura africana é fundamental - enfatizou a professora responsável pela atividade.
