(Foto: Divulgação)
O professor e médico Ricardo Barbosa
Sempre em pauta, mas nem sempre discutida, a violência contra crianças foi assunto de um encontro no curso de medicina do UniFOA (Centro Universitário de Volta Redonda). Uma palestra realizada no fim de outubro, organizada pela Liga Acadêmica de Medicina Legal, tratou do assunto e despertou nos alunos o interesse sobre o tema.
A busca por conhecimento mais abrangente sobre esse tipo de violência tão presente levou a resultados impactantes. De acordo com relatórios mundiais da Unicef, duas em cada três crianças com idades de 2 a 14 anos estão sujeitas a maus-tratos físicos, muitas vezes por parte de seus responsáveis.
O professor e médico Ricardo Barbosa listou o que podem ser os principais sinais de violência do ponto de vista médico.
- História mal contada, lesões em determinados pontos do corpo que não são comuns em acidentes e tipos de lesões grandes que não batem com a época do desenvolvimento da criança, são os casos mais comuns que atendemos - disse.
Ainda segundo Ricardo, um olhar mais apurado pode ser fundamental nesse tipo de caso.
- Não há dúvidas de que uma visão mais humanizada por parte do médico ajuda nesses diagnósticos. Além da parte técnica, essa capacidade deve ser usada como forma de proteger a vítima, ao invés de só fazer apenas um diagnóstico - acrescentou.
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Segundo a ONU, as quatro principais categorias de violência são os abusos físicos, sexuais, psicológicos e negligências. Essas formas de agressão contra as crianças, quando não levam à morte, podem provocar traumas profundos que serão refletidos até a vida adulta.
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A aluna Bárbara Ferraro afirmou que o compromisso médico é fundamental.
- Temos que nos preparar psicologicamente, com calma e seriedade. Por se tratar de crianças, devemos ir com mais cuidado. O médico vai até o momento da desconfiança mais evidente, onde investigamos e fazemos os exames, sempre visando atuar pela vida desse menino ou menina.
