Publicidade

Aguás Quentes

Literatura & Cia.

Jean Carlos Gomes

[email protected]

Essência e Alma

Thereza Salgado Lootens y Gil lança seu primeiro livro

Poeta sabe bordar com grandeza seus versos, cozer suas estrofes com temperos saborosos, costurar seus poemas com cada fio do tear da vida

Livros  –  01/10/2018 09:34

  • Uma das amigas da poeta declamando poema do livro

  • Amizade em forma de declamação

  • Declamação: Uma forma de demonstrar carinho e amizade

  • Com os poetas Giglio, Jean, Silvia, Vicente e Francisco Carlos

  • Com parentes

  • Com o poeta Francisco Carlos

  • Thereza autografando sua obra

  • Este colunista e editor do livro fazendo a apresentação ao público

  • Amiga declama poema do livro

  • A autora e este colunista, editor da obra

  • A poeta Thereza fazendo seus agradecimentos

  • Mais uma amiga declamando poema do livro

(Fotos: PoeArt e Divulgação)

_______________________________________________________

Em 2011, ao inscrever-se em um dos concursos de poesia da PoeArt Editora, aos poucos foi reaparecendo para as letras, para a vida e para si mesma, comprovando seu talento na arte de versejar 

_______________________________________________________

Em 27 de setembro aconteceu em grande estilo o lançamento do livro “Por onde passei”, da poeta Thereza Salgado Lootens y Gil na Biblioteca Municipal em Volta Redonda. A querida autora recebeu parentes e amigos para uma bonita e inesquecível noite de autógrafos do seu primeiro livro, o qual tivemos a grande alegria e satisfação de editá-lo pela nossa PoeArt Editora. 

“Por onde passei (ou por onde passamos ou passaremos)” marca a estreia solo da querida amiga Thereza, mulher de fibra e de garra, cidadã consciente com seus deveres e obrigações, mãe zelosa, avó e bisavó preocupada com os seus e com o próximo. Teve uma vida intensa na área pessoal/profissional. Nasceu em São Paulo em 11 de março de 1939, morou no Rio de Janeiro, em Dorândia, Barra Mansa, Volta Redonda, Valença e depois voltou a residir na Cidade do Aço. Educadora, trabalhou na indústria, voluntária engajada, poeta envolvente e encantadora, e artista plástica de mãos cheias. Apesar de ser quase octogenária, nunca é cedo, ou melhor, nunca é tarde, tudo tem seu tempo e hora certa para estrear, lançar, marcar, deixar seus registros e marcas de uma forma ou maneira mais perpétua para os que virão. Vale até lembrar a estreia da notável poeta goiana Cora Coralina (1889-1985), em 1965, quando já estava no alto dos seus 76 anos (Eu nasci num berço de pedras./de pedras tem sido o meu berço,/de pedras tem sido os meus versos/no rolar e bater de tantas pedras...), eternizando seu talento nas letras brasileiras.

Mas, de volta à nossa autora: em torno dos 28 anos, a poesia começou a fazer-se presente nela, quando escreveu seu primeiro poema: "A busca", em que comparava o vento e seu andar constante à busca do ser humano por seus caminhos. Porém, somente na década de 70, influenciada e incentivada por alguns dos principais baluartes da literatura regional, tais como Francisco Nogueira e José Augusto Amado (seu descobridor), deixou a timidez de lado e passou a publicar seus escritos em jornais da cidade de Barra Mansa e até de outros lugares.   

Em 2011, ao inscrever-se em um dos concursos de poesia da PoeArt Editora, aos poucos foi reaparecendo para as letras, para a vida e para si mesma, comprovando seu talento na arte de versejar. Recebendo o apoio e incentivos deste colunista, foi voltando aos poucos à cena e aos meios literários, inclusive fortalecendo cada vez mais seu grande sonho e desejo de lançar seu primeiro livro solo de poesia.

Thereza sabe bordar com grandeza seus versos, cozer suas estrofes com temperos diversos e saborosos, costurar seus poemas com cada fio do tear vital que o tempo encarregou de lhe proporcionar por onde passou, deixou e deixará suas pegadas, marcas e registros.

Então, para recebermos com boas vindas e aplausos sua obra “Por onde passei”, façamos nossas as palavras do saudoso mestre, seu descobridor, J. Augusto Amado (em sua coluna no jornal “O Líder”, de 17 de setembro de 1977): “Os leitores de Thereza Lootens hão de senti-la, por essência e alma, a valsar entre versos e sonhos; a devanear entre fantasias e quimeras; a cantar o belo na alvorada da policromia dos encantos ou a chorar os insepultos do entardecer cinzento das tristezas!”. 

Elogios na imprensa

. Jornal O Sul Fluminense - Com inúmeras publicações na imprensa, recebeu até elogios alvissareiros como esses do saudoso poeta Chico Nogueira: de 24 de setembro de 1977, no extinto jornal “O Sul Fluminense”, na apresentação à sua poesia “Onde estão suas flores?”, em que diz: “Thereza Salgado Lootens (ainda não trazia “y Gil” em seu nome) - última revelação de nossos meios literários, neste poema em que exibe sua técnica e seu talento, confirmando a nossa admiração e a certeza do cronista J. Augusto Amado, seu descobrir naquele celeiro em que se transformou a Sobeu (hoje UBM).”

. Jornal O Líder - Em 7 de janeiro de 1978, no também extinto jornal “O Líder”, de Barra Mansa, diria, sob o título “Uma Poetisa”: “Sua poesia flui sem esforço, assumindo forma variada e precisa. A musicalidade (onde a métrica é simples invenção ou um dom todo seu de combinar os sons) é destaque em cada verso, tal a maneira elegante, suave e espontânea com que as palavras se juntam. (...) Escrevendo o que escreve, e como escreve, revela que seus caminhos em literatura moderna são muitos e talvez antigos. Eis alguém que sabe do uso correto e harmonioso que as palavras reclamam, principalmente na poesia de hoje.”

“O Claro-Enigma em Thereza Lootens (5 de abril de 1980), raramente figurando - por injustificado retraimento - em nossa página literária, a poetisa Thereza Salgado Lootens (do Grêmio Barramansense de Letras) é um talento a destacar-se entre os que cultivam, entres nós, a poesia moderna. Possui ela o dom de expressar-se com elegância e clareza, o poder da criatividade que jamais se complica ou se perde - o domínio da palavra mágica, revalorizada e musical, sempre um privilégio dos que aprenderam a escrever poesia inventando-lhe a forma mais eficaz. No poema: ‘Sonhos em inverno’ o leitor (não afeito à construção modernista) pode facilmente captar a mensagem da autora, tão simples e ao mesmo tempo tão original ela foi na invenção do contexto...”

. Jornal Correio da Barra (de Barra do Piraí) - Transcreveu do jornal “Letras Fluminenses”, de Niterói (capital do Estado àquela época) um texto de 1982, em que Francisco Nogueira, mais uma vez, se referia a ela, na apresentação do seu poema “Sonhos em inverno”: Certa timidez a manteve discreta e afastada, levando-o a enviar-lhe uma carta (26 de maio de 1980), em que procurava renovar o incentivo ao mesmo tempo em que apresentava uma cobrança por novos trabalhos... Adormecido por décadas seu lado poético, ressurgiria somente mais tarde. Agora, já aposentada, pode-se dedicar com mais afinco a esse afã com que sempre teve muitas particularidades e afinidades.

> Para aquisição do livro, pedidos com a própria autora pelo e-mail: [email protected]

_______________________________________________________

1 Comentário

×

×

×

  • Eliane

    Bravo, amuga!
    Gosto muito de seu trabalho!