
(Fotos: Divulgação)
Ao relançar antigos trabalhos e apresentar composições inéditas, Penna reforça o desejo de atingir novas gerações
Surgido das noites quentes de Volta Redonda, no início dos anos 2000, Marcelo Penna transformou a vivência nos pagodes de garagem em material para uma carreira que já atravessa duas décadas. O cantor/compositor lançou no dia 5 de dezembro (sexta-feira) “Meu Doutor”, música em homenagem ao médico André Farias, “um grande profissional conceituado no Sul do Estado”. A faixa está disponível em todas as plataformas digitais, incluindo Spotify. Ouça aqui.
Artista de samba e pagode, Marcelo Penna começou integrando o Grupo Kifisura e, mais tarde, partiu para a trajetória solo que moldaria sua identidade artística.
O marco definitivo dessa fase viria com “Batucada Boa”, seu principal hit. A canção, publicada oficialmente em 13 de novembro de 2018 - mas registrada originalmente em 17 de julho de 2015, segundo Ecad/Ubem - traduz o clima solar das rodas de samba, com versos que se tornaram refrão obrigatório nas apresentações: “Batucada boa / Cerveja gelada / E mulher bonita / Quem é que não gosta?”.
De acordo com o cantor, a faixa foi “um ponto de virada”, responsável por ampliar seu alcance e consolidar sua imagem no gênero. O sucesso abriu portas para entrevistas em rádios e emissoras de televisão e marcou 2020 como o ano em que o artista celebrou 20 anos de trajetória - contabilizando desde os primeiros passos com o grupo original. Em 2024, Penna voltou com um novo EP nas plataformas digitais, acompanhado de banda completa e repertório atualizado, onde “Batucada Boa” segue peça obrigatória.
Entre as conquistas recentes, está a gravação da composição “Sob Medida” ao lado de Xande de Pilares, um dos grandes nomes do samba contemporâneo. A faixa, que “retrata a realidade da vida”, de acordo com o artista, também está disponível em todas as plataformas.
Embora tenha começado longe do circuito tradicional, Marcelo Penna ressalta que quebrou fronteiras.
- Mesmo vindo do interior, já me apresentei não só no Rio, mas em outros estados, como Minas Gerais (BH), capital e regiões.
Para ele, músicas como “Batucada Boa”, “Sob Medida” e “A Vida Não é Brincadeira” representam mais do que sucessos de repertório: são símbolos de resistência, autonomia e conexão com o público.
- Ralei e busquei minha própria trajetória - diz o cantor, que se vê como exemplo de artista que cresceu com consistência e proximidade do público.
Ao relançar antigos trabalhos e apresentar composições inéditas, ele reforça o desejo de atingir novas gerações.
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