
Volta Redonda. Maricá. São João Marcos. O que localidades tão distintas têm em comum? Projetos que movimentam a arte, a cultura, o lazer, a educação e a economia. E se concretizam. Cada um à sua maneira. Cada um com seus recursos. Suas ideias.
Em Maricá, por exemplo, o mundo se encontrou no I Festival Internacional da Utopia. Gente de todos os cantos, visitantes de mais de dez países. Chile, Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Suíça, Bolívia, Paraguai, Venezuela, México, Espanha, Curdistão e Índia. E brasileiros, muitos brasileiros: pernambucanos, baianos, rondonienses, paulistas, capixabas, paraibanos, mineiros.
Um só olhar: construir novas formas de viver em sociedade e compartilhar experiências. Os olhos, todos os olhos, brilharam.
E por falar em olhar diferenciado, é aí que Volta Redonda abraça carinhosamente a ideia de tornar os sonhos e utopias em realidade.
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É possível modelar ideias aparentemente utópicas, transformando-as em um movimento fazedor de educação, arte, cultura e lazer.
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Quando disseram ao jornalista Cláudio Alcântara, editor do site OLHO VIVO (autor deste texto), que seria praticamente impossível realizar um Festival de Artes Integradas na Cidade do Aço, reunindo durante uma semana os ganhadores do Prêmio OLHO VIVO e convidados especiais, ele não desistiu. Bateu em várias portas, até fechar parceria com o Gacemss (Grêmio Artístico e Cultural Edmundo de Macedo Soares e Silva). E fez a primeira edição do evento. Artistas locais puderam mostrar seus trabalhos nos dois teatros mais respeitados de Volta Redonda. E aquele mesmo brilho no olhar encontrado em Maricá pôde ser visto em cada ator, atriz, cantor, músico, bailarino, poeta e artista plástico que pisou nos palcos do Gacemss.
É claro que existe uma distância enorme entre os investimentos no Festival Internacional da Utopia e no Festival GACEMSS de Artes Integradas. Em Volta Redonda, tudo foi feito com pouquíssimos recursos, mas como muita garra, e vontade de valorizar os talentos da região. E, claro, em Maricá também não faltou esforço de cada um dos envolvidos.
Com o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos o sonho não foi diferente. E hoje, de propriedade e patrocinado pela Light, se consolidou desde a sua inauguração em um dos equipamentos culturais mais visitados e importantes do interior do Estado do Rio, sendo constantemente reconhecido por prêmios nacionais e estaduais. No Parque, natureza e história mesclam-se e encantam os visitantes.
Esses três projetos, essas três iniciativas (guardadas as devidas proporções entre cada uma delas), provam que não há crise que acorrente sonhos, quando há vontade legítima. É isso que a Edição Especial da “Volta Cultural” mostra. As diferenças que modelam ideias aparentemente utópicas, transformando-as em um movimento fazedor de educação, arte, cultura e lazer.

