
(Foto: Reprodução/Facebook)
NÃDA: Banda de rock instrumental faz show neste domingo, 11, na Cervejaria Bohemia
Domingo, 11, às 19h, tem NÃDA (de Volta Redonda) no Bloco #2 do Solstício do Som, em Petrópolis (RJ). Rafael Inácio (viola de 10 cordas), André Leal (bateria), Welington Gonçalves (baixo), Kleber Mariano (guitarra) e Maylson Pereira (teclado). Projeto autoral do músico Rafael Inácio. Resultado de seu processo livre de estudos, pesquisa e composição, o trabalho absorve influências da música caipira, folk e rock, a partir da viola de 10 cordas. Em 2015 lançou o que você vem procurando, uma compilação com cinco faixas instrumentais que se apresentam em duas versões. A versão original, executada somente na viola dinâmica de 10 cordas, e uma versão adicional, que propõe uma nova composição a partir da intervenção de músicos convidados. As apresentações ao vivo contam com uma banda de apoio formada por músicos e produtores experientes e atuantes no cenário do rock na região sul fluminense. Com uma gama variada de influências, o show do NÃDA apresenta uma roupagem ousada que transita tranquilamente da música caipira raiz à psicodelia, do indie ao pós-rock, de Tom Zé a Fugazi. Facebook e SoundCloud.
Após um 1º bloco de sucesso, com variedade de sons - do metal ao forró, passando pelo rock e pelo blues, cerveja da Bohemia e um cardápio de dar água na boca, já está rolando 2º bloco do Solstício do Som, que começou ontem, 8, às 17h, e vai até domingo, com o último show marcado para as 21h. O evento, que vai até o dia 21, desta vez está sendo realizado em blocos. Assim como o primeiro, o segundo e o terceiro serão realizados na Cervejaria Bohemia. Já o último, que vai do dia 19 ao 21, leva o festival de volta às raízes na Praça da Liberdade, ocupando mais uma vez o espaço público.
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A entrada é gratuita e menores de 18 anos são bem-vindos, se acompanhados. A programação completa do festival está disponível aqui. Tem também a Mostra Solstício de Filmes e as aulas públicas, realizadas em parceria com o Coletivo Vinagrete, ambas divulgadas nas redes sociais.
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Desde 2010 os solstícios são momentos muito marcantes na história e na cultura de Petrópolis (RJ). Do velho ao novo mundo, inspirado na parisiense Fête de la Musique, que busca estimular artistas, amadores e profissionais, a se apresentar nas ruas durante o Solstício de Verão no Hemisfério Norte, surgiu a ideia de organizar espaço semelhante para os talentos petropolitanos e outros, que nutram qualquer relação com a Cidade Imperial. Assim nasceu, em dezembro de 2010, o Solstício do Som. O evento é realizado duas vezes ao ano, nos períodos do Solstício de Verão e de Inverno. Começando de forma modesta, com uma ideia mais itinerante, as duas primeiras edições, centradas na Praça da Inconfidência, em frente à Igreja do Rosário, reuniram algumas figuras recorrentes da cena cultural da cidade, mas já levaram muita gente para a rua. Foi então a partir da terceira edição que começou a ganhar proporções de festival, resultado da grande procura de artistas interessados em participar. Em 2015, as edições de 2014 do Solstício do Som - inverno e verão - foram vencedoras do prêmio Maestro Guerra Peixe de Cultura na categoria Produção Cultural.
Quem já se apresentou este ano
No dia 8, o line up começou às 17h com a banda petropolitana de hardcore punk Scumbag. Formada em 2015, tem influências que passam por crossover, thrash, grind violence e beatdown. A sequência teve a Utópica, banda de metalcore que estreou com novo baixista, e com Kore e suas letras polêmicas. Logo depois, a Mafia na Rua 47, banda de rock/metal formada em 2009. As influências são Pantera, Raimundos, Metallica, Alice in Chains, System of a Down e outras. O trabalho autoral pode ser baixado gratuitamente no SoundCloud da banda, que agora trabalha em seu novo álbum. A Itsari fechou a noite com o seu art rock, uma mistura de rock pesado, metal, punk, hardcore com uma pitadinha de bossa nova, a cor cinza e uma poesia pretensa. Acabam de lançar o terceiro álbum, intitulado Stefan Zweig.
O que rola nesta sexta-feira
. Miragem e Comodoro - A sexta-feira, 9, começa às 17h com o pop/rock da Miragem, seguida pela carioca Comodoro, às 18h, com seus ritmos brasileiros. O grupo trabalha na divulgação de seu primeiro trabalho, “Livre”, que traz cinco faixas autorais.
. Verbara - A banda Verbara sobe ao palco do Solstício às 19h. Também de origem carioca, nasceu em 2015 com influências do brega, da MPB, do surf music e das histórias em quadrinhos. A ideia é materializar as histórias vividas por um sujeito chamado Antônio Verbara, pacato cidadão desgraçado e apaixonado, sobretudo pela vida boêmia e extrema.
. Vendo Meu Sofá Vermelho - Às 20h é a vez de Vendo Meu Sofá Vermelho tentar “vender” mais uma vez seu som alternativo no Solstício do Som. As vertentes variadas combinam música e arte. Pop/rock com pitadas de folk e MPB. O primeiro EP, “Beatriz”, foi lançado este ano.
. Anemoan - A atração internacional Anemoan, já bem conhecida do público do festival, encerra a noite de sexta com show marcado para as 21h. Formada em 2012 em Paris, a banda propõe um som que mescla a pegada intensa do blues com a repetição “xamânica” do psicodelismo, segundo os próprios integrantes. Em maio deste ano lançaram duas faixas novas que farão parte do próximo LP.
No sábado o som começa mais cedo
. Sicke - Dia de folga para muitos, o sábado, 10, de som começa mais cedo, com Sicke subindo ao palco já às 15h. Com seus 20 e poucos anos, “Sicke”, o Matheus Siqueira, demostrou seu talento solo pela primeira vez ao público nesse mesmo festival, no inverno de 2015. Suas influências incluem James Bay, Biffy Clyro, Alt-J, Gustavo Bertoni, Band of Skulls e outros.
. Irmãos Jungstedt - Nascidos em Petrópolis mas atuais moradores de Niterói, os Irmãos Jungstedt se apresentam na sequência, às 16h, com sua música minimalista que mescla elementos orgânicos e sintéticos.
. Whipallas - Às 17h é a vez da Whipallas. A banda traz no nome a reciprocidade do povo andino com o planeta, o respeito mútuo, a união dos seres, a celebração da vida. O som é rock com uma influência extensa, que vai de Radiohead e Tame Impala a Beatles e Bee Gees. As composições próprias, cantadas em inglês já renderam um primeiro EP e primeiro videoclipe, lançados em agosto de 2016.
. Two Places at Once - Os cariocas do rock alternativo da Two Places at Once voltam ao Solstício às 18h fazendo a dobradinha inverno - verão. Criada em 2013, a banda possui um EP - “Different Selves” - lançado em 2014, e um disco lançado este ano, intitulado “Birdtraps”.
. The Fraktal - Trazendo uma mistura de rock, sintetizadores, batidas eletrônicas e elementos da música clássica, a The Fraktal chega às 19h para buscar sua sonoridade única. Após um hiato de três anos lançaram o álbum de estreia “Thymus”.
(Foto: Divulgação/Gabriel Oliveira)
. Alarmes - Uma das grandes novidades do sábado é o power trio Alarmes, direto de Brasília, trazendo um indie rock em português com influências de Royal Blood, Queens of the Stone Age, Jack White e também de bandas nacionais como Scalene e O Terno.

(Foto: Divulgação/Pedro Arantes)
. Hover - Por último, mas não menos importante, a Hover encerra a noite com performance às 21h. A banda que dispensa apresentações lançou seu EP de estreia em 2014 e seguiu buscando sua sonoridade alternativa, melódica, pulsante e enérgica que resultou no primeiro álbum, lançado em março deste ano, “Never Trust the Weather”.
Música também começa cedo no domingo
. A Manga - O domingão também começa cedo, às 15h, com os petropolitanos da A Manga, formada em 2015 a partir do desmembramento de duas outras bandas locais: The Fred e Café Bordel. As influências são Toro Y Moi, Tame Impala, Mac Demarco e The Beatles.
. Generais Marcianos - Na sequência, às 16h, os Generais Marcianos se apresentam mais uma vez no festival. O repertório de pop rock sofre fortes influências de Lulu Santos a Tom Jobim, passando por Paralamas e Cazuza.
. Def - Às 17h é a vez da banda carioca de rock alternativo Def que lançou seu primeiro EP - “Sobre os prédios que derrubei tentando salvar o dia - parte 1” - em junho de 2016.
. NDK - Da cidade de Jundiaí, Estado de São Paulo, a NDK mostra seu trabalho no Solstício do Som às 18h. Na estrada desde 2005, a banda já tem dois discos autorais gravados, sendo o segundo, de 2015, lançado através de financiamento coletivo.
. Lutre - A atração das 20h vem um pouco mais de longe. A Lutre é um power trio indie de Goiânia criado em 2015, com influências nacionais e internacionais. A banda tem um EP lançado e um disco recentemente gravado no Swing Cobra com produção da banda Ventre, Bruno Schulz e Felipe Duriez (da Hover!).
. Sound Bullet - O encerramento do domingo e do segundo bloco do Solstício do Som 13 fica por conta dá já conhecida pelo público do festival, Sound Bullet, formada em 2009. Os caras fazem um indie rock britânico misturado a um rock alternativo americano e um pouco de math rock, à moda brasileira, naturalmente. Lançaram o primeiro EP em 2013.
