
(Fotos: Divulgação)
Carla Purcina nos bastidores da novela vertical “Tudo por uma Segunda Chance", com Debora Ozório, Daniel Rangel, Daniel Pereira e Jade Picon
Do Triângulo Mineiro para as telas em formato vertical, Carla Purcina parece responder com naturalidade ao movimento de quem nasce destinada aos holofotes. A mineirinha de Ibiá, criada em Uberaba, aos 30 anos celebra mais um capítulo decisivo: Sua participação na primeira novela vertical da Globo “Tudo por uma Segunda Chance”, lançada no dia 25 de novembro. Em um mercado que se reinventa com velocidade, ela se encaixa como quem acompanha o ritmo desde sempre.
- Saí de casa aos 17 anos para correr atrás do meu sonho de ser atriz. Não conhecia ninguém e nem que caminho deveria seguir, mas conhecia bem a minha vontade - relembra.
A vontade a levou para São Luís do Maranhão, onde se formou em Teatro Licenciatura pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e se pós-graduou em Dança Educacional pela Censupeg. Ali, conquistou seu DRT como atriz, ainda em 2012 - ano em que ganhou destaque ao ser indicada ao Prêmio Sated-MA de Melhor Atriz Coadjuvante pela montagem de “O Mulato”.
O impulso inicial virou constância. Desde então, Carla acumulou mais de 30 peças teatrais, além de oficinas, workshops e vivências que lapidaram sua versatilidade. Em 2017, desembarcou no Rio, cidade onde vem consolidando seu nome no audiovisual - e que agora a acolhe em mais um salto de carreira.
Caminho plural
Do teatro ao streaming, passando pelo cinema e pelas novelas tradicionais, Carla construiu um caminho plural. No cinema, integrou elencos de “Os Aventureiros - A Origem” (Warner Bros/Telecine), “Mussum - O Filmis” (Globoplay/Prime Video), ao lado de Aílton Graça, e do premiado “Baile de Máscaras”, vencedor de mais de 27 festivais nacionais e internacionais. Seu trabalho mais recente nas telonas é “Tiro Certo - Rio em Chamas”, dirigido por Roger Vidal e já com distribuição confirmada para mais de 50 países.
No streaming, viveu Lelê em “Meu Corpo, Minha Onda” (Amazon Prime) e atuou em “Body by Beth” (TNT/Max), dividindo cena com Marisa Orth. Na TV aberta, passou por produções como “Reis - A Sucessão”, interpretando a deusa Ísis na Record, e marcou presença em novelas da Globo como “Fuzuê”, “Família é Tudo” e “Garota do Momento”, onde contracenou com nomes como Edson Celulari, Lilia Cabral, Fábio Assunção, Marina Ruy Barbosa, Giovana Cordeiro e Nicolas Prattes.
Agora, integra “Tudo por uma Segunda Chance”, a primeira novela vertical da Globo - formato criado especialmente para o consumo em smartphones, com narrativa ágil e linguagem contemporânea. A inovação, para Carla, chega como consequência natural de uma trajetória construída “com coragem e consistência”.
A atriz soma mais de uma década de formação e experiência - muitas vezes longe de casa - guiada pela mesma faísca que acendeu ainda na infância.
- Eu era bem novinha quando assistia “Chiquititas na TV” e me deslumbrei naquele universo artístico. Desde então alimentei um sonho ali naquela profissão, visando um mundo possível e encantador. Como filha de professora busquei estudos na área e hoje me considero uma atriz profissional, pronta para mostrar cada vez mais do meu trabalho.
Radicada no Rio e com trânsito constante por São Paulo, Carla integra o Coletivo de Atores Artífice Lux, onde segue aprofundando sua pesquisa cênica. Ali também prepara um novo passo: a websérie “Diário da Vida Adulta”, prevista para 2026, concebida no mesmo formato vertical. A trama acompanha, com humor e situações inusitadas, três jovens atravessando a famosa “crise dos 30 anos”. Carla interpretará Manu, uma mística otimista que acredita no poder do universo, mas não abre mão das tendências e febres das lives no universo digital.
Com uma carreira sólida e ascendente, Carla Purcina encarna a força de uma geração que atravessa fronteiras, se reinventa e ocupa espaços num mercado cada vez mais competitivo - e que, agora, entra pela porta grande da história ao participar da primeira novela vertical da maior emissora do país.

