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Cláudio Alcântara

claudioalcantaravr@hotmail.com

Talento Baiano no Audiovisual

Luque Lacerda ganha espaço no Globoplay e aposta em projetos autorais para ampliar carreira

Ator radicado em Duque de Caxias interpreta um enfermeiro psiquiátrico no suspense Eu Não Era Louca, Era Casada

Televisão  –  23/10/2026 09:43

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(Fotos: Divulgação)

Lacerda divide a cena com nomes conhecidos da televisão e prepara websérie sobre os desafios da vida depois dos 30 anos

 

Entre mistérios, desconfianças e jogos de manipulação, o ator baiano Luque Lacerda encontrou mais um personagem para acrescentar à sua trajetória na dramaturgia. Desta vez, ele veste o uniforme de Manoel, um enfermeiro psiquiátrico que integra o universo de “Eu Não Era Louca, Era Casada”, produção dos Estúdios Globo para o Globoplay. A trama, marcada por suspense, conflitos emocionais e reviravoltas, coloca em discussão uma forma de violência que nem sempre deixa marcas visíveis, mas pode fazer uma pessoa duvidar até da própria sanidade.

Natural da Bahia e radicado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Lacerda participa da produção ao lado de nomes conhecidos do público. Fernanda Rodrigues protagoniza a história como Beatriz, uma galerista bem-sucedida que vê sua vida pessoal e profissional desmoronar. Ricardo Pereira interpreta Vítor, marido da personagem. Bárbara Reis, Daniel Rocha e Danielle Winits também estão no elenco.

Criada e escrita por Ecila Pedroso, com direção artística de Adriano Melo, a produção acompanha Beatriz em meio a acontecimentos misteriosos e a uma trama de manipulação arquitetada por pessoas próximas. Aos poucos, a personagem começa a questionar a própria memória, suas percepções e até a capacidade de distinguir o que é real.

O enredo aborda o chamado gaslighting, expressão usada para definir uma forma de violência psicológica em que o agressor distorce situações e acontecimentos para levar a vítima a desconfiar de si mesma. Na história, essa manipulação serve de ponto de partida para uma sequência de conflitos e revelações.

Além do suspense, “Eu Não Era Louca, Era Casada” chama a atenção pelo formato. Com episódios curtos e gravados na vertical, a produção foi desenvolvida especialmente para quem acompanha histórias pela tela do celular. O ator explica:

- É uma linguagem que vem conquistando espaço no entretenimento digital, com capítulos rápidos, situações intensas e reviravoltas pensadas para manter o público conectado à narrativa.

Da Bahia para as telas

Para Luque Lacerda, a participação no projeto representa mais um passo em uma carreira construída entre diferentes linguagens. Com experiências na televisão, no streaming, no teatro e no cinema, o ator vem ampliando sua atuação no mercado audiovisual brasileiro, sem deixar de lado o interesse por produções independentes.

Antes de integrar o elenco do suspense do Globoplay, ele já havia participado de outras produções televisivas. Na novela “Além da Ilusão”, exibida pela TV Globo, interpretou um cigano. Em “Reis”, da Record, viveu um ourives e ferreiro filisteu, personagem de uma história ambientada em outro período histórico.

São trabalhos que permitiram ao artista experimentar personagens e universos distintos diante das câmeras. Agora, ao participar de uma produção de alcance nacional com uma proposta narrativa voltada ao público das plataformas digitais, Lacerda acrescenta outra experiência ao currículo.

Mas sua trajetória não se limita aos estúdios de televisão. O ator também procura espaço em iniciativas nas quais a criação artística acontece de maneira coletiva, com maior participação dos profissionais no desenvolvimento das histórias.  

Ele integra dois coletivos de atores, o Artífice Lux e o Avoantes, grupos que trabalham com criação colaborativa e projetos autorais no audiovisual. Lacerda destaca:

- A participação nessas iniciativas permite explorar outras possibilidades de atuação, experimentar formatos e me aproximar de diferentes etapas do processo criativo.

Em 2025, o ator estreou seu curta-metragem “Sapatilha 37” na Mostra de Cinema Avoantes. A experiência marcou mais um momento de sua caminhada pelo cinema independente e reforçou o interesse por histórias que encontram espaço fora dos circuitos tradicionais de produção e exibição.

A atuação nos coletivos também faz parte dessa busca por autonomia artística, sem abrir mão das oportunidades oferecidas pela televisão e pelas plataformas de streaming. Para o ator, são caminhos que se complementam e ampliam suas possibilidades profissionais.

Os perrengues da vida depois dos 30

Se em “Eu Não Era Louca, Era Casada” o suspense conduz a narrativa, um dos próximos trabalhos de Luque Lacerda pretende seguir por um caminho bem diferente. O ator está envolvido no desenvolvimento da websérie “Diário da Vida Adulta”, produzida pelo coletivo Artífice Lux.

A proposta é olhar com humor para os desafios, as contradições e os inevitáveis perrengues que aparecem depois dos 30 anos. A ideia é transformar situações comuns do cotidiano em histórias capazes de provocar identificação com quem já percebeu que a vida adulta nem sempre corresponde ao que se imaginava.

Relacionamentos, responsabilidades, expectativas pessoais e as surpresas dessa fase da vida estão entre os assuntos que a produção pretende abordar. Tudo a partir de experiências que fazem parte da rotina de uma geração obrigada a conciliar sonhos, cobranças e as exigências do dia a dia.

A websérie é mais uma aposta de Lacerda no desenvolvimento de conteúdos independentes, aproximando sua atuação de narrativas que dialogam diretamente com a realidade do público.

Ao se envolver com projetos como “Diário da Vida Adulta”, o artista também amplia sua participação para além da interpretação. O trabalho coletivo abre espaço para acompanhar processos de criação, contribuir para a construção de histórias e experimentar uma dinâmica de produção baseada na colaboração entre os integrantes.

Entre personagens e novos caminhos

A presença em produções de alcance nacional, somada às experiências no cinema independente e aos trabalhos desenvolvidos com coletivos artísticos, revela os diferentes caminhos que Luque Lacerda vem percorrendo na dramaturgia.

Baiano de origem e morador de Duque de Caxias, o ator mantém suas raízes como parte de sua história, enquanto procura novas oportunidades no mercado audiovisual. Sua trajetória passa por personagens de época, narrativas de suspense, curtas-metragens e projetos que encontram nas plataformas digitais outras maneiras de chegar ao público.

Com “Eu Não Era Louca, Era Casada” no Globoplay e a websérie “Diário da Vida Adulta” entre os próximos trabalhos, Lacerda segue conciliando a presença em grandes produções com o investimento em iniciativas autorais. Uma carreira que se movimenta entre televisão, cinema, streaming e criação coletiva, com novos personagens e histórias ainda por contar.

. Onde assistir: “Eu Não Era Louca, Era Casada” está disponível no Globoplay. 

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Por Cláudio Alcântara  –  claudioalcantaravr@hotmail.com

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