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Polêmica

Esqueça aquela história de que somos o que comemos

Somos o que digerimos; do resto formamos toxinas, pré-doenças; nossa capacidade digestiva é o que manda

Viver bem  –  18/10/2012 16:14

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(Foto Ilustrativa)

O equilíbrio de sua dieta está em seu

conhecimento, em sua adaptação

e sua observação

Começo esse artigo criando polêmica. Não somos o que comemos. E pra entender o que quero dizer, seguem os fatos.

Vamos falar de chia. Talvez óleo de coco. Linhaça não, essa moda já passou. Talvez possamos falar da tal “ração humana”. Ou então podíamos falar muito bem ou muito mal da pimenta do reino, tanto faz! Vamos falar do leite gordo, como é ruim. E como é bom! Vamos falar dos biscoitos com farinha enriquecida com ferro e ácido fólico, mas não vamos nos esquecer do complexo de ômega 3-6-9.

Mídia que inflaciona

Minha gente, é tanta coisa que aparece na nossa dieta hoje em dia. Acompanho o preço de algumas coisas e venho dizer que o galão de óleo de coco saiu de R$ 160 para ir pra R$ 380 em dois meses na febre do ano passado. Por quê? Porque chegando o verão de 2011 saiu uma reportagem no “Globo repórter” dizendo como ele emagrece. Aí já viram tudo! Não é nem que ele não emagreça, é a banalidade que se formou com o modo como escolhemos o que vamos e o que não vamos comer. Uma reportagem e lá vamos nós fazer compras.

Moda atrás de moda, vamos nos alimentando em ondas do que a mídia nos diz fazer bem e fazer mal. Comemos em cima do que está barato, o que está em promoção. Comemos com os olhos, comemos com a mente. Comemos pelo olfato, só não comemos pela saúde, essa deixamos por último. Nossa escolha está na beleza dos pratos, não na qualidade dos alimentos. Escolhemos por nossos costumes, quem quer comer bem costuma escolher o que nossa cultura impôs, legumes e verduras. Mas vamos continuar nossa frase polêmica.

Quem somos

Não somos o que comemos porque só somos o que digerimos. Do resto formamos toxinas, pré-doenças. Nossa capacidade digestiva é o que manda, é o que diferencia um indivíduo saudável de um debilitado. Um forte poder de digestão é o que pessoas centenárias têm, e isso só se alcança com a consciência do que nos faz bem e o que nos faz mal. Um mesmo conjunto de temperos/especiarias pode fazer uma pessoa rejuvenescer e outra adoecer. A mesma farinha de linhaça pode auxiliar no funcionamento do intestino ou inchar e criar gases. O mesmo óleo de coco que emagrece cria toxinas e engorda.

Partimos do princípio de que nem tudo é bom pra todo mundo. Vemos isso e atentamos para o fato de que arroz com feijão pode ser bom pra uns e ruim para outros. O uso de pimentas pode emagrecer, mas também pode causar hemorroidas. Pode tratar os pulmões, mas pode agravar infecções. A babosa pode ser usada como tônico físico, auxiliar no tratamento de câncer e limpar o sangue, como também pode causar câncer. O equilíbrio de sua dieta está em seu conhecimento, em sua adaptação e sua observação. Só conhecendo quem somos, sabemos como vamos reagir a cada elemento que entra em nosso corpo.

De olho em nós mesmos

Por isso finalizo, mais uma vez, enfatizando que a auto-observação é a única ferramenta que temos pra chegarmos ao autoconhecimento. Esse que nos dá certeza do caminho que trilhamos, da nossa função em nosso meio, nos ajuda a aceitar e negar aquilo que vem e aquilo que não deve vir.

Não somos o que comemos. Somos o que nossa capacidade de digestão pode assimilar. O resto… são restos.

Por Edson Osorio  –  edsonreiki@gmail.com

1 Comentário

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  • Daniel

    Muito bem escrito. Raciocínio muito bem desenvolvido. Até a alimentação exige disciplina e maestria.